Túnel do tempo: as 1001 utilidades da Volkswagen Parati LS

Relembre o sucesso que fez a Volkswagen Parati LS, uma das peruas que marcaram gerações inteiras de motoristas dos mais diferentes tipos.

Volkswagen Parati LS é um autêntico ícone automotivo nacional. Carros batizados com nomes de cidades ou regiões brasileiras sempre fizeram sucesso, e com a Parati não foi diferente. A exemplo da também VW Brasília, Chevrolet Marajó e até da Chevrolet Ipanema, a Parati é até hoje lembrada com saudade por quem foi proprietário, principalmente da guerreira versão LS.

Pois ela é o tema do nosso varandão da saudade de hoje. Acompanhe.

O contexto em que a Volkswagen Parati LS foi lançada

Em 1975, a Volkswagen lançava o seu ambicioso Projeto BX. A ideia era, ao mesmo tempo, garantir um sucessor para o Fusca e concorrer com lançamentos mais modernos das concorrentes. Os principais eram o GM Chevette e a Fiat 147. O “pai” da ideia foi o engenheiro Phillip Schmidt, responsável pelos projetos da VW no Brasil.

Baseado no compacto europeu Scirocco, que era uma versão compactada, digamos assim, do VW Golf, nascia em 1980 aquele que seria o legítimo sucessor do Fusca, o Gol. O nome seguiu uma tendência da montadora alemã, que batizava seus modelos com nomes alusivos aos esportes. Além do Gol, já existiam o Golf, Polo e o Derby.

Com o lançamento em 1980 do Volkswagen Gol, em 1982 nascia a primeira perua derivada de sua plataforma, a Parati.

Por que o Gol GTI se transformou em uma lenda

Performance e principais atributos

A Parati integrava a chamada “Família BX”. Dela faziam parte o “patriarca” Gol, além da versão sedã Voyage, mais a perua Parati e a picape Saveiro. Dos quatro, apenas a lendária station wagon (como também são conhecidas as peruas) nos deixou, quando em 2012 parou de ser produzida.

Isso não quer dizer que modelos como a Volkswagen Parati LS não tenham feito história, muito pelo contrário. Para quem não lembra, a LS era a única das Paratis com o famoso friso na lateral.

Seu motor, ao longo dos 30 anos em que foi produzida, só foi aumentando de potência ao com o tempo. Se em 1982 o conjunto de 1.5 cilindrada rendia 82 cv, a última versão da Parati tinha motor 1.6, que entregava 103 cv a Etanol e 101 cv a Gasolina a 5.750 RPM.

O modelo de lançamento tinha a mesma plataforma do Gol, mas motor de Passat. Ainda em 1982, era lançada a versão 1.6, com motores a Gasolina ou a Álcool. Não custa lembrar que, naquela época, nem se sonhava em existir motor flex.

Como autêntica station wagon destinada a suprir as necessidades de famílias inteiras, a Volkswagen Parati LS tinha um porta malas com boa capacidade. 620 litros com o banco traseiro montado e 1.380 litros se fosse rebatido.

Os 3 melhores carros da Peugeot de todos os tempos

Um carro familiar com apelo jovem

O mais legal da Parati foi que, enquanto foi comercializada, ela sempre manteve uma certa aura jovem. Prova disso é o comercial da versão 1988 da perua, em que um jovem casal se prepara para uma viagem. O slogan era emblemático “uma das paisagens mais bonitas deste país”.

O sucesso se consolidou após um importante reconhecimento. Em 1986, a perua seria lançada no competitivo mercado automotivo norte americano. Claro que, antes disso, ela precisou passar por uma quantidade colossal de adaptações, já que injeção eletrônica e catalisador, itens que equipavam qualquer carro por lá, aqui só apareceriam 6 anos depois.

A Fox Wagon, como era conhecida nos States, chegou com pompa e circunstância. Um dos principais magazines automotivos dos Estados Unidos, na época, chegou a afirmar que ela seria a campeã em emplacamentos.

Ou seja, a Volkswagen Parati LS era de fato e de direito um carro com 1001 utilidades. Atendia bem ao público mais experiente, assim como era ideal para famílias e jovens que quisessem curtir as paisagens mais bonitas deste país.

Um carro lendário, que saiu de linha há 5 anos, mas que tem muita história para contar.

Continuar a ler

Na Web

você pode gostar também

Comentários

Loading...