Estudos ainda desenvolvem vacina contra Zika

A vacina contra Zika, assim como outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypt, está em fase de desenvolvimento, com testes promissores e com grandes chances de promover uma cura efetiva

O Zika Vírus, temida doença que até a década de 1960 assolava apenas o continente africano, hoje é quase uma pandemia, o que tem feito cientistas pesquisarem uma vacina contra Zika de forma incessante. Na verdade, cientificamente, o vírus Zika é um flavivirus, que transmitem arboviroses por meio de mosquitos, seus vetores.

A exemplo da Zika, outras doenças transmitidas por mosquitos no Brasil são a Febre Amarela, a Dengue e o vírus Chikungunya, ambos transmitidos pelo mesmo mosquito que infecta seres humanos com Zika, o Aedes Aegypt.

Existe vacina contra Zika?

A vacina contra Zika, embora em acelerado estágio de desenvolvimento em termos de pesquisas, ainda não foi oficialmente chancelada pelas autoridades de saúde mundiais, nem brasileiras. No entanto, tal descoberta não parece estar muito longe, já que o NIH (Instituto Nacional de Saúde), dos Estados Unidos, descobriu recentemente uma fórmula que efetivamente protegeu macacos após a aplicação de duas doses.

Os mesmos testes, que já haviam sido feitos em humanos, usam como agente neutralizador da Zika um fragmento de DNA que codifica a proteína do vírus, provocando resposta do sistema imunológico, protegendo o indivíduo da doença.

Os últimos testes, feitos em símios, contaram inclusive com a participação de uma cientista brasileira, Leda Castilho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O perigo da Zika

Embora os resultados sejam animadores, os pesquisadores consideram que serão necessários alguns anos até que a vacina contra Zika seja de fato uma realidade. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, foram registrados 196.976 casos de Zika em todo o país. Os sintomas são parecidos com os da Dengue, e incluem febre, dores articulares, olhos vermelhos e erupções cutâneas, além de fadiga, febre, calafrios, perda de apetite, suor e vômitos.

A Zika tornou-se um grave problema de saúde pública, já que quando infecta gestantes, é transmitida ao feto, fazendo com que ele apresente graves deficiências no desenvolvimento do cérebro, sentidos e coordenação motora, tendo como principal consequência a microcefalia, que é o crescimento do cérebro e do crânio abaixo das dimensões normais.

Até o momento, não existe estimativa de quando a vacina contra Zika estará disponível, tampouco se terá custos, por isso, o melhor a se fazer é impedir a proliferação do mosquito Aedes Aegypt. Isso pode ser feito eliminando os locais onde ele se prolifera, ou seja, caixas d’água abertas e demais recipientes onde se acumule água parada.

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