Clara Grizotto
Clara Grizotto
04 Jan, 2019 - 09:16
trabalhos valorizados europa

5 trabalhos que são valorizados na Europa e no Brasil não

Clara Grizotto

Alguns dos empregos considerados nada glamourosos no Brasil estão na lista dos mais bem pagos da Europa. Saiba quais são eles e quanto pagam atualmente.

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O Brasil fechou o ano de 2018 com 12,3 milhões de desempregados. A taxa no trimestre encerrado em outubro foi de 11,7%, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sendo que no mesmo período de 2017 a taxa foi de 12,2%.

Com medo do futuro e na esperança de dias melhores, muitos brasileiros desejam imigrar para países desenvolvidos em busca de empregos, e para isso estão dispostos a trabalhar em qualquer área. A vantagem é que na Europa muitos empregos que aqui não são valorizados, recebem boa remuneração. Saiba quais são.

Mãos à obra! Profissões valorizadas na Europa

Médico, engenheiro e advogado são profissões dos sonhos quando se pensa em ganhar dinheiro – isso se estamos falando do Brasil. Não que esses profissionais não sejam requisitados em outros países, mas principalmente na Europa faltam trabalhadores em áreas menos “glamurosas” e igualmente rentáveis.

1. Empregada doméstica

Se no Brasil é comum que as famílias contratem uma empregada doméstica, na Europa apenas os mais ricos pagam por uma profissional. Por ser braçal, o emprego doméstico é considerado difícil, executado geralmente por imigrantes e muito valorizado.

Geralmente a contratação é feita por hora, e quem trabalha por dia ganha entre R$ 30 e R$ 45 por hora. Em uma reportagem do Bom Dia Brasil de 2013, duas empregadas domésticas relataram receber cerca de R$ 2,4 mil em Portugal, além de seguro-desemprego e auxílio para casos de acidentes.

No Brasil: o trabalho doméstico é regularizado e o salário mínimo dos empregados varia de estado para estado. Em São Paulo o mínimo é R$ 1 mil desde abril de 2016 (R$ 4,55 por hora) enquanto no Rio de Janeiro é R$ 1.052,34 desde janeiro do ano passado (R$ 4,78 por hora). As diaristas recebem valores entre R$ 80 e R$ 120 por dia em São Paulo.

2. Profissionais da beleza

Em cada bairro do Brasil é possível encontrar um salão de beleza dedicado aos cuidados com cabelo, depilação e design de sobrancelhas. A vaidade não é exclusividade das basileiras (e brasileiros), mas são as europeias que mais valorizam nossa mão de obra na área estética.

Cabelereiros e maquiadores brasileiros encontram bastante concorrência na Europa, mas têm como vantagem a versatilidade e as técnicas consideradas novidades por lá. Um corte masculino em Londres custa pelo menos US$ 24, enquanto o corte feminino fica em US$ 49,34, segundo informações do site Business Insider. Noivas francesas chegam a pagar 500 euros por uma maquiagem para o grande dia.

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As europeias também adoram o estilo brasileiro de depilar e pagam caro por ele. Na Alemanha, uma depilação completa de virilha com cera custa cerca de 30 euros, enquanto com cera egípcia sai por 45 euros! Nada mal, hein?

No Brasil: Em São Paulo, os preços dos cortes de cabelo variam de R$ 30 a R$ 70 e um cabelereiro pode ganhar até R$ 3.500, assim como um maquiador profissional pode ganhar R$ 1.200 em início de carreira. O Sindicato dos Empregadores em Empresas e Autônomos em Estética e Cosmetologia do Estado de São Paulo (Sindestética) coloca como R$ 950 o salário mínimo de esteticista.

3. Marceneiro

Quem tem habilidade em trabalhar com madeira pode enxergar na Itália um bom lugar para viver. Isso porque a demanda é alta e a mão de obra é pouca, pois o serviço é considerado pesado, sendo que as empresas chegam a demorar sete meses para conseguir contratar um bom profissional.

Os profissionais do setor de construção civil são bem remunerados na Europa, pois o trabalho bem feito é muito valorizado. Um marceneiro chega a cobrar 100 euros pela hora trabalhada, o que faz valer a pena o suor e o cansaço.

No Brasil: Segundo pesquisa do site de empregos Catho, um marceneiro no Brasil ganha em média R$ 1.745.

4. Serviços especializados

Encanador, chaveiro, eletricista, pintor, jardineiro… esses podem até não ser sua primeira opção de emprego no Brasil, mas na Europa eles são muito valorizados. A demanda é alta e são poucos profissionais qualificadas, portanto não faltam oportunidades de trabalho.

Segundo reportagem publicada pelo Estadão, um chaveiro chamado de última hora pode custar até R$ 300 para o bolso dos europeus, enquanto um pintor e um jardineiro cobram, em média, R$ 60 por hora sem contar o material. Um eletricista ganha cerca de R$ 42 a hora na Inglaterra.

No Brasil: em São Paulo, um encanador pode cobrar R$ 55 pelo conserto ou manutenção da pia, sendo que o valor é fechado – ou seja, ao contrário da Europa, o profissional não ganha por hora. Um jardineiro cobra, em média, R$ 34 para aparar a grama e um eletricista cobra no mínimo R$ 33 para instalar uma luminária.

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5. Manicure

A técnica brasileira de fazer as unhas é muito querida pelas europeias. Hábitos simples para nós, como remover as cutículas e limpar o contorno das unhas, surpreenderam as “gringas”, que se deslumbraram também as unhas de gel – que dura cerca de três semanas. Uma manicure simples pode custar em torno de 15 euros, enquanto a queridinha técnica das unhas de gel chega a 30 euros.

No Brasil: para esmaltar o preço médio no Brasil é R$ 13, enquanto a esmaltação de pé e mão fica no máximo R$ 30.

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