Salário mínimo 2018: veja aumento e reajustes anuais

Anualmente, o valor do salário mínimo é reajustado. A partir de 01 de janeiro de 2018, o valor que entra em vigor é R$ 965,00.

Apesar dos reajustes, sobreviver com um salário mínimo no Brasil é praticamente impossível, principalmente se considerarmos as disparidades em custo que vida dentro do próprio país. Confira qual será o aumento para 2018 e acompanhe a evolução do piso nacional. Será que estamos perto do salário ideal para sustentar uma família?

Salário mínimo 2018

A partir de 1º de janeiro de 2018, o salário mínimo sofrerá reajuste e passará de R$ 937,00 para R$ 965,00. Inicialmente, o reajuste seria de R$ 4 a mais que o mínimo aprovado, totalizando R$ 969. A redução foi comunicada ainda em outubro de 2017 e segue os novos parâmetros da proposta orçamentária.

Portanto, em 2018, o salário mínimo estabelecido é R$ 28 maior que o vigente em 2017 e R$ 550,00, se comparada a evolução nos últimos dez anos.

Salário mínimo: evolução

O aumento aplicado para o salário mínimo 2018 corresponde a, aproximadamente R$ 43,86 ao dia e R$ 5,40 a hora trabalhada – considerando 22 dias de trabalho ao mês e jornada de 8 horas/dia. Ainda que este não seja o valor ideal para que um cidadão brasileiro se mantenha, principalmente se levado em consideração o custo de vida no país, viver com o mínimo já foi mais difícil. Acompanhe a evolução do pagamento mensal nos últimos dez anos:

2008 R$ 415
2009 R$ 465
2010 R$ 510
2011 R$ 545
2012 R$ 622
2013 R$ 678
2014 R$ 724
2015 R$ 788
2016 R$ 880
2017 R$ 937
2018 R$ 965

 

Com uma diferença de R$ 550,00 desde 2008, o salário mínimo 2018 ainda está longe de ser o ideal para arcar com gastos relacionados a alimentação, saúde, transporte e habitação.

Veja o resumo da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas

Cálculo do salário mínimo

Para estabelecer um valor ano a ano como salário mínimo, a legislação nacional busca tratar políticas de valorização do montante a longo prazo. No entanto, o cálculo é feito de maneira tecnicamente simples, começando pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) com base no ano retrasado ao reajuste. Feito isso, acontece a soma com a taxa da inflação do ano anterior – esse dado é fornecido por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Cálculo do salário líquido

O salário líquido é o valor recebido do mês trabalhado, já com os descontos dos impostos. Todo trabalhador sabe que é descontado um valor que vai além de benefícios como plano de saúde, previdência privada, auxílio refeição ou vale transporte. Porém, não sabe ao certo quais são esses impostos, nem como calcular salário líquido do mês.

A fórmula para este cálculo é simples: o salário líquido é igual ao salário bruto menos a contribuição do INSS e do Imposto Retido (IR), que previsto por lei, pode ser retido na fonte (IRRF). Além da fórmula básica, veja o que mais pode ser descontado do salário bruto, para que você saiba exatamente o quanto vai cair na sua conta.

  • INSS: de 8 a 11% do salário bruto, dependendo da faixa de ganhos do trabalhador;
  • IRRF: até 27,5% sobre os ganhos do trabalhador, dependendo da faixa salarial;
  • Vale transporte: até 6% do salário bruto;
  • Vale refeição: até 20% do salário bruto;
  • Contribuição sindical: (opcional, pela Reforma Trabalhista).

Outros descontos como pensão alimentícia, assistência médica, atrasos ou faltas são computados somente caso aplicáveis. De todos os descontos em folha citados, somente o INSS é obrigatório a qualquer trabalhador celetista, independentemente de quanto ganhe,

Salário mínimo por região

Muitos desconhecem essa informação, mas existem diferenças entre os estados brasileiros no que diz respeito ao salário mínimo – que tem piso diferente para algumas profissões. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul são alguns que definem pisos maiores que o nacional para determinadas áreas profissionais (nunca menores). Com o reajuste nacional anual, esses números tendem também a subir proporcionalmente.

São Paulo: piso regional de R$ 1 mil para profissionais como trabalhadores domésticos, pescadores, motoboys, carteiros, tintureiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, pedreiros, garçons, operadores e telemarketing, entre outros. Para supervisores de vendas e compras, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, e outros, o valor mínimo é de R$ 1.017.

Rio de Janeiro: piso de R$ 1.052,34, podendo chegar a R$ 2.684,99, valor máximo esse que engloba profissionais como administradores de empresas, advogados, contadores, psicólogos, fonoaudiólogos, biólogos, nutricionistas, farmacêuticos, e outros relacionados. Os pisos intermediários entre essas duas pontas podem ser de R$ 1.091,12; R$ 1.168,70; R$ 1.415,98; e R$ 2.135,60.

Paraná: piso mínimo de R$ 1.032,02, que pode chegar a R$ 1.192,45 dependendo da área de formação e atividade.

Rio Grande do Sul: piso mínimo de R$ 1.103,66. Esse montante mínimo pode chegar a R$ 1.398,65, sendo o piso mais alto direcionado a trabalhadores técnicos de nível médio.

Santa Catarina: também com tabela própria, o salário mínimo regional é de R$ 1.009, mas para trabalhadores nas áreas de metalurgia, indústrias gráficas, de vidros, espelhos, cerâmica, motoristas de transporte em geral e outros profissionais, o mínimo é de R$ 1.158.

Valor ideal do salário mínimo nacional?

Segundo o Dieese, o salário mínimo deve atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. O departamento divulga mensalmente o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas (sendo dois adultos e duas crianças), que é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 18 capitais pesquisadas.

De acordo com o índice, em outubro de 2017, o salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.754,16, ou seja, um valor 4 vezes maior que o salário válido no mês, de R$ 937. Relativamente ao mesmo período de 2016, essa diferença era de 4,5 vezes o valor necessário. Na época, o salário ideal para sustentar uma família era de R$ 4.016,27.

Em 2016, as variações relacionadas ao custo de vida também oscilaram mês a mês, chegando a uma diferença de cerca de R$ 300 entre janeiro e dezembro. Mais informações sobre custo de vida e valores necessários para o próprio sustento podem ser conferidos mês e mês no site do Dieese.

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