Saiba quanto será o câmbio no próximo ano

Com o foco na moeda americana, acompanhar a cotação do dólar vem se tornando rotina até mesmo para consumidores esporádicos. E a prática deve se manter.

Com todos os olhos voltados para a moeda americana, acompanhar a cotação do dólar dia a dia vem se tornando rotina até mesmo para consumidores esporádicos de importações.

A potência que influencia em nossas compras, transações, planejamentos e cenário político nacional vem apresentando desde o ano passado aumentos significativos e sem previsão de uma baixa mais consistente. Com valores que chegaram aos R$ 4,50 no cartão pré-pago em setembro de 2015, o dólar contabilizou sua marca histórica desde a criação do Real e continua em ameaça constante, repetindo o feito já no começo de 2016. Mas afinal, existe uma previsão positiva para que a moeda brasileira se reerga ao mesmo tempo em que o dólar retorna ao otimismo dos quase R$ 3? Pelo menos de acordo com o Banco Central, a resposta é não.

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As previsões da Focus

De acordo com as estimativas pelo Relatório de Mercado Focus, o Banco Central divulgou uma correção nas cotações previstas para os finais de 2016 e 2017. Nela foram apontados valores como R$ 4,40 para o final do ano que vem e R$ 4,30 ainda para 2016. Há um mês, as mesmas cotações estavam em R$ 4,20 e R$ 4,10, respectivamente, apontando uma exponencial probabilidade de continuarmos na corda bamba por mais dois anos.

De acordo com economistas, ainda é cedo para falarmos em melhora na crise financeira, uma vez que as incertezas políticas e econômicas do país andam de mãos dadas e dependem uma da outra para retomar o crescimento do país.

Em 2016 estão previstos acontecimentos que farão a alta do dólar ser apenas mais uma coisa a se preocupar. Retração no PIB de 2,5% e uma taxa de desemprego que chegará aos dois dígitos, com 12% da população sofrendo com cortes na indústria e comércio são alguns exemplos.

As ações do Banco Central

A fim de frear um aumento ainda mais considerável do dólar, o Banco Central tem realizado leilões de rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares), os quais servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Só ano passado, as intervenções do Banco Central sobre o preço do dólar geraram gastos de R$ 89,7 bilhões, valor cotado na moeda nacional e, obviamente, contribuinte para aumentar a dívida pública, descobrindo de um lado para cobrir o outro. Segundo a instituição, ao oferecer proteção contra a alta do dólar, o swap reduz a demanda pela moeda estrangeira, o que ajuda a manter seu valor sob controle.

Porém, em recente decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, mantendo a Selic intacta fez com que o dólar disparasse novamente. A partir da ação tomada, o mercado ficou com a sensação de que a manutenção da Selic serviu apenas para atender à solicitações do governo. Se a preocupação girasse em torno da inflação, um aumento de 0,25 ou 0,5 ponto percentual seriam suficientes, mas não foi o que aconteceu. Tal decisão prevê o desestímulo dos investimentos e aumento nos custos de financiamento a longo prazo para os investidores.

Por fim, para quem tem viagem marcada para o exterior ou quiser realizar compras na moeda americana, a solução é ficar de olho nas cotações dia a dia e comprar o dólar aos poucos, a fim de encontrar alguma variação cambial. Tal prática deve manter-se como rotina ao menos até o final de 2017, onde o dólar deve se restabilizar e a crise financeira nacional estará em vias de melhora.

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