Regra de franquias de bagagem: o que pode e não pode

Agora as companhias aéreas podem cobrar franquias de bagagem de seus passageiros que despacharem mala. Entenda as novas regras.

Viajantes de plantão precisam ficar atentos às novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre as franquias de bagagem. Em resumo, agora as companhias aéreas podem cobrar franquias de bagagem de seus passageiros que despacharem malas. Antes, em linhas gerais, era garantido o direito de embarcar com uma mala de até 23 kg para voos nacionais, mas agora até essa opção pode ser cobrada.

Desde março, as empresas aéreas podem praticar a venda de passagens aéreas com diferentes franquias de bagagem despachada ou até mesmo sem a franquia, para passageiros que optarem por não utilizar esse serviço, levando somente a bagagem de mão.

Em todas as passagens valem as regras do contrato, especialmente a de franquia de bagagem, independentemente da data do voo. Por isso, ao comparar os preços das passagens, veja o que está sendo oferecido e preste atenção para o peso, as dimensões, ou a quantidade de bagagem despachada permitidos em cada tarifa.

4 direitos que você tem como passageiro de avião e não sabia

O que muda com as novas regras

Com essa mudança, as companhias têm vendido a franquia de bagagem “embutida” ao preço da passagem, como se fosse gratuita, elevando o valor das passagens. A situação fica parecida com uma promoção. Para os passageiros que precisam levar mais do que os 23 kg – que geralmente é a franquia de bagagem vendida ou
embutida – é possível comprar mais franquia diretamente com a companhia aérea, de maneira que os preços podem variar de empresa para empresa.

Achou a cobrança abusiva? Saiba que existe uma alternativa que tem sido bastante usada por muitos viajantes que não querem pagar a nova taxa liberada pela Anac. Basta circular por uma área de embarque de qualquer aeroporto para ver o novo padrão de malas: compactadas para serem levadas como bagagem de mão.

Pelas novas regras, o passageiro tem direito de levar consigo, sem pagar nada a mais por isso, até 10 kg de bagagem de mão. É importante, no entanto, se adequar às dimensões permitidas: 40 centímetros de altura, por 25 centímetros de largura, por 55 centímetros de altura. Algumas companhias, inclusive, têm feito preços de passagens mais baratas para quem optar pelas bagagens manuais.

Segundo informações da Anac, por medidas de segurança, não podem entrar na mala de mão objetos cortantes e produtos inflamáveis ou explosíveis. Para voos internacionais, frascos com líquidos com mais de 100 ml também não são admitidos. Na dúvida, consulte a empresa aérea.

A agência recomenda também que se evite despachar bagagens que contenham objetos de valor, tais como: joias, dinheiro, eletroeletrônicos (celulares, notebooks, filmadoras, etc). Esses objetos devem ser transportados, de preferência, na bagagem de mão. Outra dica é tentar pesar a bagagem antes de sair de casa para não correr o risco de preparar uma mala mais pesada do que você poderá levar.

6 razões pelas quais as companhias aéreas mais perdem as malas

Em caso de extravio

Já imaginou pagar a franquia de bagagem e ter a mala extraviada? Isso pode ocorrer, e é bom saber seus direitos caso isso aconteça. Nas determinações da Anac, o passageiro deve comunicar o fato imediatamente à empresa aérea, assim que constatar a falta da mala. Esta comunicação deve ser feita junto ao balcão da
empresa aérea ou de sua representante, preferencialmente na sala de desembarque ou em local indicado por ela.

Para fazer sua reclamação, é necessário apresentar o comprovante de despacho da bagagem. Se for localizada pela empresa aérea, a bagagem deverá ser devolvida para o endereço informado pelo passageiro. A bagagem poderá permanecer na condição de extraviada por, no máximo, sete dias (voos nacionais) e 21 dias (voos internacionais). Não sendo localizada e entregue no prazo indicado, a empresa deverá indenizar o passageiro em até sete dias.

Continuar a ler

Na Web

você pode gostar também

Comentários

Loading...