Por que o velocímetro marca mais km/h do que o o carro atinge?

Procedimento muito comum entre todas as montadoras, indicar velocidades máximas em níveis distantes da realidade tem uma explicação bastante simples. Conheça.

 

Os motoristas mais observadores já devem ter reparado, ou pelo menos tido a impressão de que os velocímetros dos carros de passeio marcam velocidades máximas virtualmente inalcançáveis. Não chega a surpreender, já que até por uma questão legal, nenhum veículo automotor pode ultrapassar os 110 km/h no Brasil, velocidade mais alta permitida pelo artigo 61 do CTB, o Código de Trânsito Brasileiro, e apenas em rodovias.

Se não se pode passar dos 110 km/h, e na maioria das vias expressas urbanas a velocidade máxima é de 80 km/h, por que será que os velocímetros chegam a indicar velocidades máximas maiores que o dobro permitido em alguns casos?

Em se tratando de velocidade, o importante é a aparência

Uma rápida reflexão nos leva a concluir que de fato não faz o menor sentido a Fiat instalar no seu Toro um velocímetro que vai até 240 km/h, se o carro comprovadamente não passa dos 190km/h. Em outro carro da mesma montadora, o Punto T-Jet, mesmo com toda sua pegada e apelo esportivo, era inútil o velocímetro marcar incríveis 270 km/h se o veículo chegava no máximo a 203 km/h, o que já é uma marca bastante considerável.

Outro “case” simbólico é o velocímetro do econômico Renault Clio 1.0, que, de forma quase inexplicável, era equipado com um medidor de velocidade que atingia surreais 250 km/h, ainda mais se considerarmos se tratar de um carro de modesto motor 1.0. E se o assunto é carro popular de baixa potência com velocímetro que atinge marcas impossíveis, não se pode deixar de citar o Effa M100, super compacto da chinesa Effa Motors que poderia atingir 200 km/h. Impensável e irrealizável para um carrinho de tão pequeno porte!

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Se é impraticável e impossível, por que as montadoras insistem nisso?

Se levarmos em consideração apenas o critério técnico e prático, não haveria justificativa plausível para velocímetros cujas velocidades máximas fossem tão acima da média. Tal procedimento fica ainda menos crível se pesarmos o fato de a velocidade real ser sempre menor do que a registrada no velocímetro, mesmo ponderando fatores como vento e declives.

As montadoras explicam o inusitado costume alegando ser uma estratégia de marketing. Carros com velocímetros cujas velocidades máximas sejam altas tendem a atrair mais compradores, ou pelo menos não os afugentar. E você, compraria um carro com velocidade máxima de 110 km/h no velocímetro

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