Quanto cobrar por um freela

Ser freelancer oferece vantagens como flexibilidade de horário, possibilidade de trabalhar em qualquer local e sem responder a um chefe. Saiba quanto cobrar pelos serviços prestados.

No Brasil, mais de 384 mil pessoas são freelancers, termo que designa os profissionais que prestam serviços de forma autônoma, sem carteira assinada e que definem o quanto cobrar pelo próprio trabalho. A informação vem de uma pesquisa elaborada pelo portal Freelancer.com, que aponta que o Brasil ocupa a sexta colocação entre os que possuem maior numero de profissionais independentes.

Seja por opção – a flexibilidade de horário e vontade de ser “seu próprio chefe” –  ou por necessidade após ficar desempregado, o profissional que deseja se tornar autônomo tem muitas dúvidas sobre quanto cobrar pelos seus serviços.

Quanto cobrar: as dificuldades para se definir um valor

O profissional que adentra o mercado freelancer precisa, inicialmente, ter um portfolio ou experiência comprovada para conquistar clientes. Até que isso aconteça é comum que ele cobre valores abaixo da tabela ou do que merece para atrair o maior numero de clientes possível, mas a prática não é recomendada.

Geralmente o freelancer, para definir quanto cobrar, toma como base hora de trabalho, principalmente no inicio da carreira. O calculo é feito com base no quanto o profissional quer ganhar por mês dividido pela quantidade de dias trabalhados. O valor é dividido pela quantidade de horas por dia pela qual ele pretende se dedicar ao serviço.

Feito isso, o profissional deve multiplicar o valor pelo tempo gasto no projeto e pronto, eis o valor do serviço. O site 99freelas, um dos principais portais brasileiros que conectam freelancers e clientes, mantem uma calculadora para que o profissional veja quanto pode cobrar por hora com base, inclusive, em quanto tempo ele pretende tirar de férias.

Assim, um profissional que deseja ganhar R$ 3 mil por mês e trabalhar cinco dias por semana terá um valor de R$ 136, 36, que dividido por quatro horas de serviço diário dá R$ 34,09/hora. O freelancer pode incluir no preço gastos com energia elétrica, internet, manutenção, deslocamento e compra de material.

Como cobrar pelo seu serviço

É comum que se considere cobrar valores mais altos quando o serviço é prestado para empresas grandes, mas o correto é que o profissional estabeleça um valor levando em consideração a sua experiência, a qualificação necessária para executar aquela tarefa e o grau de dificuldade do trabalho.

Além disso, o freelancer que pensa no quanto cobrar com base no mesmo valor cobrado por empresas ou agências tende a padronizar os preços sendo que são coisas completamente diferentes, já que o profissional autônomo dificilmente atrasa o serviço, responde de forma imediata e cria o conteúdo sem padronização – como é feito em empresas e agências.

Alguns fatores podem influenciar o cálculo do serviço prestado pelo freelancer – entre eles, a complexidade do projeto, a disponibilidade do profissional, os prazos e urgência do serviço, o relacionamento com o cliente e a necessidade de gastar com terceirização ou compra de fotos de banco de imagens, por exemplo.

É importante pensar que quanto mais barato o valor, mais o freelancer terá que trabalhar, pois vai conseguir uma quantidade maior de clientes e adentrar em um mercado que trabalha de forma quase industrial, rápida e padronizada. Caso ele queira cobrar mais caro terá que oferecer diferenciais, mostrar experiência e portifolio e ter paciência para conquistar clientes que aceitem pagar o preço.

Para quem está começando a atuar de forma autônoma uma opção é usar as tabelas para prestação de serviços para estabelecer um valor. Com o tempo, as demandas, a experiência e as conquistas o profissional vai estabelecendo prioridades e reajustando os valores.

Outra opção é fechar pacotes de serviços com preços fechados, sempre deixando claro o que será feito e o que está incluso. É importante contar com um contrato de prestação de serviços para garantir a segurança de ambos os lados e só assumir projetos que tenha certeza que pode executar, caso contrário o profissional poderá ficar “queimado” no meio.

Valor médio de cada área

A pesquisa do Freelancer.com apontou também que as áreas de atuação nas quais os brasileiros estão mais presentes são design gráfico, HTML, artigos, tradução, Photoshop, marketing digital, web design e outros.

Confira o valor médio cobrado pelos profissionais de algumas áreas.

Revisão : segundo a tabela do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, uma revisão de 20 linhas com no máximo 70 toques (cerca de 1400 caracteres) custa R$ 80,42. Nos mesmos moldes, mas em dois idiomas, o valor sobe para R$ 164,90.

Diagramação: a mesma tabela aponta para R$ 158,85 a diagramação por página do jornal tabloide e R$ 422,33 por pagina do jornal standard. Uma revista colorida custa, por página, R$ 263,40, e uma preto e branco R$ 158,83.

Artigos: em um texto publicado no site Escola Freelancer, o jornalista Luciano Larossa cita como base R$ 10 a R$ 15 para textos entre 300 e 500 palavras, R$ 15 a R$ 20 para textos entre 500 e mil palavras, R$ 20 a R$ entre mil e R$ 1300 palavras e R$ 50 a R$ 100 para até 2 mil palavras. Caso o escritor seja especialista na área ele deve dobrar os valores.

Tradução: segundo tabela publicada no site do Sindicato Nacional de Tradutores, a tradução por palavra de um idioma estrangeiro para o português sai por R$ 0,38. A tradução literária por lauda com 30 linhas e até 70 caracteres com espaço por linha sai R$ 34. Já a versão de uma palavra em português para o idioma estrangeiro custa R$ 0,45 por palavra.

?Design: a tabela da Adegraf (Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal), um projeto de identidade visual pode custar entre R$ 3.070 e R$ 21.347 e o projeto gráfico para sites entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. A criação de peças para redes sociais pode sair R$ 700 e R$ 3.500.

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