Como é o processo seletivo para trabalhar no Google

Uma das gigantes da tecnologia possui um método peculiar para selecionar os candidatos. Veja o passo a passo do processo seletivo para trabalhar no Google.

Dez entre dez amantes de tecnologia sonham em trabalhar para as gigantes da área, como Facebook, Apple e Google. Poucos, porém, conseguem uma oportunidade para participar do processo seletivo para trabalhar no Google e outras empresas do tipo, e para quem consegue a vontade de agradar aos recrutadores, tal como a pressão e expectativa, é grande.

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Recrutadores do Google frisam que o processo é homogêneo para todas as áreas e níveis e são priorizados quatro atributos principais, considerados importantes para a manutenção da cultura da empresa. São eles:

  • Habilidade cognitiva, que determina a capacidade de entender todas as etapas de um problema
    e propor soluções de forma clara e objetiva. Esse é o principal ponto, pois mostra como o candidato pensa e avalia um cenário;
  • Conhecimento técnico e competência: pontos fortes, talentos, experiência e formação variam de cargo para cargo, mas são avaliados e levados em conta em todas as áreas;
  • Liderança: A capacidade de engajar pessoas, mostrar iniciativa e atingir metas é imprescindível em qualquer nível, desde o recém-formado até o profissional mais experiente, passando pelo estagiário até o diretor sênior;
  • Alinhamento com a cultura: chamado de googliness, esse ponto é essencial no processo seletivo para
    trabalhar no Google e leva em conta a capacidade do candidato de se adaptar à cultura da empresa em pontos como ética, transparência, capacidade de trabalhar em equipe, boa comunicação, etc.

Para entender como funcionam as entrevistas, dinâmicas e indicações é preciso, primeiramente, entender o que a empresa busca em seus candidatos. O processo seletivo para trabalhar no Google, que fique claro, não é igual ao de nenhuma empresa que você já conheceu.

Características comuns de quem é aprovado

Monica Santos, diretora de RH do Google, em entrevista para o canal Na Prática frisa que para a empresa o processo seletivo é um momento de avaliação tanto do candidato, onde suas qualificações, defeitos e pontos
fortes são analisados, quanto da empresa, já que o entrevistado pode ver como a empresa funciona e ter contato com os demais colaboradores e vê se encaixa lá dentro.

O processo seletivo para trabalhar no Google é um processo de experimentação, completa, e a dica para quem quer se dar bem é se mostrar engajado em todas as etapas e se preparar conhecendo a empresa, seu
público, seu produto, como ela ganha dinheiro, etc. Ser autêntico e aberto também somam pontos. “Não adianta vestir uma máscara e fingir ser o que não é, quando você for contratado não conseguirá sustentar a mentira”, lembra. A entrevista completa pode ser acessada nesse link.

Cada vaga tem suas especificações, mas no geral os recrutadores do Google buscam em seus candidatos:

  • Inglês fluente;
  • Histórico de liderança e iniciativa;
  • Excelente capacidade cognitiva – em um desafio de lógica, por exemplo, vale mais o raciocínio do que o resultado;
  • Sensibilidade e participação em projetos voluntários;
  • Interesses e hobbies além do trabalho, como aulas de dança ou pintura.

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Processo seletivo: principais pontos

A empresa leva muito a sério a contratação de um novo funcionário, tanto que o processo seletivo para trabalhar no Google pode demorar até um ano. Isso não é um problema, afinal, o importante é que o candidato atenda as exigências mínimas.

Segundo o vice-presidente de RH do Google Laszlo Bock, autor do livro “Work Rules!”, questões padrão, como “Qual seu principal defeito?” ou “Defina-se em três palavras” são desencorajadas dentro da empresa, pois o objetivo é prever o desempenho dos candidatos quando passarem a integrar o time. Cada entrevistador recebe um questionário com perguntas pré-validadas para conduzir melhor a entrevista – essa ferramenta é chamada internamente de qDroid.

As perguntas, frisa Bock, são simples, mas as respostas podem ser surpreendentes e muito convincentes para o processo seletivo para trabalhar no Google. Um exemplo é questionar o candidato sobre uma época na qual ele teve dificuldade para trabalhar em equipe, e a partir de suas respostas perguntar o que dificultou esse trabalho, como o problema foi resolvido, o que poderia ter sido feito de diferente e quais os resultados dessa
parceria.

Finalizada a conversa, começa a fase de avaliação onde a capacidade cognitiva do candidato é analisada. O entrevistador deve indicar como o candidato se saiu a partir de um parâmetro, e depois escrever como ele demonstrou tal habilidade para que os revisores façam suas próprias avaliações.

Funcionários de áreas distintas daquela que o candidato está pleiteando participa, da entrevista para uma avaliação mais objetiva e isenta. As avaliações em equipe também são importantes, pois o Google considera que o candidato e os demais colaboradores devem perceber se terão bom convivência, além de deixar claro que a empresa não trabalha com hierarquia e evita favoritismo. Segundo Bock, os melhores candidatos são aqueles que inspiram os subordinados, pois querem aprender com eles.

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