Os 5 “piores” carros do Brasil dos últimos 10 anos

Seguindo critérios que não se restrigem à ficha técnica dos veículos, fizemos uma lista com os cinco piores carros do Brasil. Confira.

Para definir quais são os piores carros do Brasil é necessário estipular critérios bastante claros, até porque, infelizmente, se fosse apenas pelo gosto pessoal, as alternativas seriam infinitas. Deve-se considerar também o padrão relativamente inferior dos carros daqui. Se comparados a modelos similares vendidos na Europa e Estados Unidos, os nossos sobressaem por serem ruins e caros.

Estes são os carros mais caros e difíceis de consertar

Piores carros do Brasil: que critérios adotar?

Se você gostaria de saber que carros evitar na hora da compra, esse artigo foi feito pensando em você. Destacamos cinco veículos produzidos na última década, cada um figurando negativamente de acordo com um critério. Cabe a você decidir se são mesmo ruins ou se vale a pena correr o risco e comprar.

Os modelos que você vai ver custam menos de R$ 100 mil – acima de disso, as vendas são naturalmente mais baixas – com preços da tabela FIPE e produzidos a partir de 2007.

Menos vendido – JAC J5

Poucos emplacamentos são um claro indicador de que o carro em questão apresenta problemas. Em 2017, ninguém vendeu tão pouco quanto o sedã JAC J5. Embora seja um carro completo, entre seus concorrentes está nada menos que o carro mais vendido do mundo (e de todos os tempos), o imbatível Toyota Corolla, considerando o J5 um sedã médio.

Aposentado em 2016, em 2017 foram vendidas apenas 19 unidades, ao preço de R$ 48.356,00.

Claro que sua motorização, com cilindrada de 1.5 litros o deixa num segmento inferior ao Corolla de entrada, equipado com motor 1.8. Mas até se colocarmos na balança modelos como o Chevrolet Cobalt e o Honda City, os únicos quesitos em que o J5 ganha são na garantia de 6 anos, o dobro dos concorrentes, e no espaço entre eixos. Convenhamos, fazer um carro grande e com o dobro da garantia não chega a ser lá um atrativo, certo?

Mais beberrão – Peugeot 308 Allure 2.0

Embora no atual ranking do Conpet/PBE o Peugeot 308 não esteja entre os mais alto consumos de combustível na cidade, sua versão ano 2013 é realmente uma das mais beberronas do mercado.

Numa lista de carros que mais consomem Etanol na cidade, o 308 Allure ano 2013 (R$ 37.686,00) só perde para modelos de luxo, que normalmente já consomem muito, como o Audi A3 Sportback e o Mitsubishi Lancer.

O consumo de 4,6 km/l de Etanol e 6,6 km/l de Gasolina, de fato, não é aceitável para um hatch com clara proposta urbana. Pode ser bom carro no geral, mas se o motorista não providenciar a instalação de GNV, sua manutenção é praticamente inviável.

Valor mais alto do seguro – Kia Picanto EX

O Picanto até que é um carro barato, pois seu baixo preço e consumo muito baixo de combustível o tornam até certo ponto atraente. Entretanto, se considerarmos o valor do seguro, que em geral fica na faixa de 4% do valor do carro, o que se percebe é que os valores praticados pelo sub-compacto da Kia são acima de média.

Afinal, pelo valor médio de R$ 1.900,00, para um carro ano 2009, é possível colocar no seguro carros superiores e até menos roubados. O Picanto, entre os carros importados, é um dos que apresentam o maior IVR, o Índice de Veículos Roubados, elaborado pela SUSEP. O preço do Picanto 2009 é R$ 18.526,00.

Pior Relação peso/potência – Effa M100 1.0

Só de olhar para o Effa (que pode não parecer, mas é um hatch), já se percebe porque ele é um dos piores carros do Brasil à venda nos últimos dez anos. Extremamente pequeno, com apenas 2335 mm de espaço entre eixos, o minúsculo M100 é menos espaçoso até que o pequenino Chery QQ. De quebra, o Effa M100 é também um dos carros menos potentes e com menor torque do mercado.

Mas seu destaque negativo, na versão 2008, é a relação peso/potência, que beira o ridículo de tão ruim. Afinal, é difícil ver um carro de passeio que registre 19,79 kg/cv, considerando o peso suportado por cada cavalo. Não custa lembrar que, nesta relação, quanto menor o valor, melhor. Para quem quiser se aventurar, o Effa M100 custa módicos R$ 12.530,00.

Por que o preço dos carros é tão alto no Brasil?

Maior desvalorização – Kia Soul 1.6

Mesmo não figurando na lista dos mais desvalorizados da Agência Autoinforme, se somarmos os percentuais desde 2014, nenhum outro carro abaixo de R$ 100 mil perdeu tanto valor de mercado quanto o Kia Soul.

Talvez pelo seu design arrojado demais, o fato é que,quando foi lançada sua nova versão, há 3 anos, o preço o Soul era de R$ 88.900,00. Hoje, sua versão 2014 1.6 está cotada a R$ 47.225,00, ou seja, um dos piores carros do Brasil, pelo menos no quesito desvalorização, com 53% acumulada no período.

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