Heloísa von Ah
Heloísa von Ah
15 Nov, 2017 - 01:16
pedir demissão ou esperar ser demitido

Pedir demissão ou esperar ser demitido? Veja o que é melhor

Heloísa von Ah

Quer mudar de emprego mas não sabe qual a melhor maneira de sair da empresa? Veja em quais casos pode ser melhor pedir demissão ou esperar ser demitido.

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Você já não aguenta mais o seu trabalho. Seja pela falta de valorização, política da empresa ou mesmo motivos pessoais que lhe deixam insatisfeito ou constrangido em ambiente corporativo.

O fato é que, diante da situação iminente onde o trabalhador deseja, acima de tudo, se ver livre dessa empresa, surge a dúvida: pedir demissão ou esperar ser demitido? Existe a alternativa correta? Sim, e veja por quê.

Pedir demissão ou esperar ser demitido?

Diante da insatisfação, a primeira ideia que ocorre ao funcionário em questão é se deveria pedir demissão ou esperar ser demitido, e assim receber todos os seus direitos.

Em alguns casos, quando é visível a contrariedade e existem conflitos entre empregado e empregador – ou mesmo entre colegas de trabalho – aguardar pela demissão pode ser cogitado, mas não antes de tentar dialogar com seus superiores expondo a situação.

Pedido de demissão

Não surtindo efeito, ao invés de simplesmente cruzar os braços – como é chamada a “operação tartaruga” – resta dar entrada no aviso prévio para pedir demissão. Veja como fazer um pedido de demissão e deixar as portas da empresa abertas.

Cuidado com a justa causa

Muito cuidado quando não quiser abrir mão dos direitos, pois o tiro pode sair pela culatra. Enrolar no trabalho, chegar atrasado, deixar tarefas pela metade pode não só te fazer ser demitido como configurar justa causa – e nesse caso era melhor ter pedido demissão.

Nesse caso, além de desempregado, terá de lidar com uma carteira de trabalho manchada (seu próximo empregador vai querer saber o motivo dessa demissão justificada) e continuar sem nenhum seguro ou benefício enquanto procura por outro emprego.

Outro agravante também poderá acontecer caso seu futuro empregador entre em contato com a empresa em questão para angariar referências sobre você – provavelmente eles não terão muito boas coisas para dizer a seu respeito, certo?

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Demissão fantasma

De uns anos pra cá, o aumento de “demissões fantasma” surpreendeu. Afinal, hoje em dia, quem quer pedir demissão pede para ser demitido; com isso, faz-se um “acordo” entre patrão e empregado para que o funcionário tenha então direito a benefícios inerentes à quem realmente foi demitido sem justa causa. E o que há de mal nisso?

Acontece que essa “brecha” faz com que muitos profissionais acabem se sujeitando a manchar seu histórico na carteira de trabalho para que possam pular de um emprego a outro sem perder seguros, abonos e saques diversos. A longo prazo, esta pode ser uma prática prejudicial quando indagado em novas contratações.

E a empresa, como fica? Se aceita o acordo, logo outro aparece querendo fazê-lo também; se nega, sai como a vilã da história. Portanto cada caso é um caso, e deve ser analisado individualmente pela empresa; só assim será possível estabelecer ou não um acordo que favoreça ambas as partes – já que a empresa tem custos para demitir o funcionário.

Qual o momento certo?

Mas e qual é a hora de realmente pedir demissão? Em primeiro lugar, estar infeliz no emprego é um bom motivo para se demitir. Entretanto, ao mesmo tempo em que é importante estar feliz, é crucial lembrar dos seus compromissos financeiros que te prendem ao trabalho.

Uma dica é reservar um tempo do seu dia, pode ser no seu horário de almoço ou período pós-laboral, para elaborar e distribuir currículos, estabelecer networking e informar-se sobre novas possibilidades de trabalho.

Assim que começar a receber os primeiros convites para entrevistas e processos de seleção, é hora de formalizar o seu pedido de demissão. Cuidado somente para não deixar para a última hora, já que possivelmente você terá de cumprir 30 dias de aviso prévio antes de deixar a empresa em definitivo.

Planejamento e ponderação

Todo mundo tem o direito de chutar o balde, mas é preciso saber fazê-lo; com muito planejamento e talvez levando mais tempo do que imaginava. O importante é considerar todas as possibilidades, e estar disposto a aceitar o emprego mais fácil de se conseguir – e que possivelmente te pague mal – caso o plano inicial não tenha dado certo.

E bola pra frente! Se caiu, tente escalar rumo ao sucesso novamente, dessa vez com mais experiência e sabendo que o que vier daí em diante será lucro.

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Lembrando que essa observação cabe tanto a quem quer pedir demissão ou esperar ser demitido.

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