Julio Benck
Julio Benck
28 nov, 2017 - 16:34
peças de reposição

5 carros dos quais já não se encontram peças de reposição

Julio Benck

Esses modelos que tornam a vida dos proprietários muito difícil e manutenção mais cara por conta da dificuldade em encontrar peças de reposição originais.

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Encontrar peças de reposição pode ser um desafio, dependendo da nacionalidade do veículo ou do ano de fabricação. Carros importados, em especial, têm peças geralmente mais difíceis de ser encontradas, uma vez que precisam ser igualmente trazidas do exterior.

Dificuldades à parte, o Código de Defesa do Consumidor obriga as montadoras a disponibilizarem peças por período razoável de tempo. Uma definição vaga, e que dificulta a vida dos donos de carros antigos ou que saíram de linha.

Limite para venda de peças de reposição poderia ser de 10 anos

No CDC, a única obrigatoriedade claramente definida é o fornecimento de peças de reposição enquanto o veículo for fabricado ou importado. Houve algumas tentativas de tornar o dispositivo legal mais preciso, como por exemplo, em 2004.

Há 13 anos, o Projeto de Lei nº 3769 estipulava em 10 anos o prazo obrigatório para fornecimento de peças de reposição para veículos cuja produção fosse encerrada.

Uma década, a despeito do projeto não ter emplacado, é um período que pode decretar o desaparecimento do mercado de peças originais.

Antigões que dão trabalho

Destacamos aqui 5 modelos cuja fabricação foi encerrada até 2007. Portanto, são modelos cujas peças não se encontram, ou que exigem grande esforço para serem compradas. Isso considerando apenas componentes originais.

1. Fiat Marea Weekend

O Marea Weekend é um carro que divide opiniões. Por um lado há quem o rotule como “carro bomba”. Por outro, seus defensores defendem a perua aposentada pela Fiat 2007. Os pontos positivos seriam seu conforto e espaço interno.

Opiniões à parte, é consenso nos principais fóruns da web que encontrar peças originais para o Marea Weekend é uma verdadeira via-crúcis. O mesmo vale para o sedã que empresta sua plataforma, o Fiat Marea.

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2. Volkswagen Santana

Carro número um dos taxistas durante a década de 1990 e boa parte dos anos 2000, o Santana pode ser considerado um carro emblemático. O interessante é que, na China, onde ainda é produzido, o Santana também é um sucesso entre os taxistas.

A carreira do sedã da VW foi longa. Sua produção nas linhas de montagem começou em 1984 e durou até 2006. Há 11 anos, o Santana seria aposentado, após 22 anos de serviços prestados.

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3. Fiat Brava

A curta passagem do hatch Brava, da Fiat, pode ser considerado um forte indício da dificuldade que era cuidar da sua manutenção. Chamado na Europa de Bravo, por aqui começaria a ser fabricado em 1997. Substituiu um outro modelo considerado problemático, o Tipo.

Mesmo que fosse um carro de design bastante arrojado, completo e confortável, o Brava não tardou a se tornar motivo de chiadeira. Entre os principais motivos, sua suspensão mal projetada e elevado consumo de combustível. Suas peças, de tão difíceis de achar, poderiam ser consideradas itens de colecionador.

O Brava saiu de linha em 2003, ou seja, apenas seis anos depois de começar a ser produzido.

4. Ford Escort

O Ford Escort, ao contrário do Fiat Brava, teve vida longa por aqui. Na Europa, o Escort nasceu de um projeto entre as unidades inglesa e alemã da montadora. Buscava-se um substituto para o pequeno Anglia. O carrinho seria revivido anos mais tarde no cinema, na saga Harry Potter.

O hatch teve sua produção iniciada em 1983, em substituição ao velho Corcel, sendo retirado de linha em 2004. Assim como boa parte dos modelos que saíram de circulação há mais de dez anos, encontrar peças para o Escort é uma tarefa cada vez mais árdua.

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5. Dodge Dakota

A picape que foi sensação entre 1998 e 2002, quando saiu de linha, hoje é motivo de preocupação para proprietários que precisam encontrar peças de reposição. Parte dessa dificuldade começou logo após o encerramento das atividades da planta que fabricava a picape no Paraná.

Com ela, toda uma cadeia de fornecedores de peças ficou à míngua. Somado à confusa parceria entre Chrysler (sua real fabricante) e Mercedes Benz, formou-se um quadro que dificultou, e muito, a reposição de peças da Dakota.