Orçamento doméstico: vendas de Natal ficam abaixo das expectativas

As pesquisas já mostravam uma menor intenção de compras do consumidor brasileiro, devido ao compromentimento do orçamento familiar com as dívidas.

Depois da euforia consumista pré-natal, é hora de fazer as contas e ver se as previsões do mercado estavam certas. De acordo com levantamento da e-bit, empresa especializada em pesquisas relacionadas ao e-commerce, as vendas do varejo pela internet deveriam crescer 25% neste Natal, mas as estimativas estavam erradas. As vendas on line ficaram abaixo da previsão, mas ainda assim, o saldo foi positivo.

 

O varejo on line registrou um crescimento de 18% em relação ao período do Natal do ano passado, o que representa um recorde de vendas do comércio eletrônico.  As compras realizadas entre a segunda quinzena de novembro até a véspera do Natal, contabilizaram cerca de R$3 bilhões. 

 

O recorde se deve também a uma maior disposição dos consumidores para fazer compras on line, apesar das ressalvas. Na hora de fazer as compras e as contas, os consumidores preferem aproveitar os preços mais baixos que são oferecidos pelo comércio eletrônico e segurar o orçamento doméstico de dezembro.

 

Uma das explicações para que as previsões de alta do e-commerce não tenham sido alcançadas, foi a realização da Black Friday no final de novembro, que fez com muitos consumidores antecipassem as compras de Natal para aproveitar o dia de descontos no e-commerce. A outra explicação é o endividamento, que compromete o orçamento doméstico das famílias brasileiras. Tanto é as pesquisas já mostravam uma menor intenção de gastos com as compras para este fim de ano.

 

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Há outros fatores que ainda são entraves para o crescimento do e-commerce no Brasil. O primeiro, é que os consumidores ainda não se sentem 100% seguros de inserir seus dados bancários na internet para realizar os pagamentos. O outro fator é o atraso na entrega das compras. Em 2012, cerca de 18% das encomendas atrasaram e este ano o índice piorou. 

 

No geral, as vendas de Natal tiveram o pior índice de crescimento dos últimos 11 anos, de acordo com os dados do Serasa. Os números mais uma vez mostram a falta de confiança no crescimento econômico do país, uma maior prudência do brasileiro com o orçamento doméstico, a retração de crédito por causa do endividamento, e o aumento geral dos preços.

 

Leia também » Consumidor mais prudente com orçamento doméstico neste Natal.

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