Novas regras do crédito rotativo no cartão: entenda o que mudou

Entenda o que mudou com as novas regras do crédito rotativo para uso do limite do cartão de crédito, e saiba como gerir os seus plafonds.

Se você utiliza cartão de crédito, você precisa entender o que mudou com as novas regras do crédito rotativo. Essa opção pode ser considerada como um “empréstimo emergencial”, um pouco parecido como o cheque especial. Veja o que mudou e que impacto pode ter nas suas finanças.

Saiba mais sobre como funciona o crédito rotativo do cartão de crédito

Novas regras do crédito rotativo

As novas regras do crédito rotativo no cartão tentam beneficiar tanto os clientes quanto o bancos. Se antes o efeito de endividamento causado pelos juros do crédito rotativo era uma das dívidas mais comuns dos brasileiros, agora a mudança obriga as instituições financeiras a oferecerem a seus clientes outras modalidades de parcelamento da fatura, que deverão ter juro e prazo definido.

Ou seja: sempre que o consumidor entrar no crédito rotativo, depois de 30 dias o banco terá de oferecer ao cliente um parcelamento do saldo devedor. O consumidor também fica com a opção de, depois desse prazo, fazer o pagamento à vista. Caso ele não escolha nenhuma das duas alternativas, ficará inadimplente.

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Vantagens

Para os bancos, a vantagem será a queda do risco de inadimplência, enquanto para o cliente será a possibilidade de não entrar em uma dívida sem fim, que cada vez fica mais difícil de ser paga.

Se antes das novas regras do cartão de crédito a taxa de juros do rotativo podia ultrapassar os 17% ao mês, agora os bancos prometem juros entre 0,99% e 9,99% ao mês.

As novas regras do cartão de crédito valem para cartões de todas as bandeiras, de bancos e de lojas comerciais que estejam vinculadas com instituições financeiras.

Juros do crédito rotativo no cartão

De acordo com o levantamento mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros médios do crédito rotativo – cobrado de quem não paga a totalidade da fatura do cartão de crédito – chegavam a 15,33% ao mês no fim de dezembro. Para o crédito parcelado, a taxa média estava em 8% ao mês.

A diferença é maior quanto mais longo o tempo dos financiamentos. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão sobe para R$ 1.534 no crédito rotativo ao fim de três meses. Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,33% ao mês – incide nos primeiros 30 dias e a taxa de 8% ao mês incide nos dois meses restantes, a dívida aumenta para R$ 1.345,20, diferença de 12,3%.

Ao final de 12 meses, a disparidade é ainda maior. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura chegará a R$ 5.537,42 ao fim do período no sistema atual, financiada por meio do crédito rotativo. Pela nova regra, a mesma dívida seria corrigida para R$ 2.689,07, diferença de 51,4%.

O cálculo leva em conta as taxas médias de juros cobradas no fim de dezembro. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais podem variar em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

Mudanças nas regras do crédito rotativo

Desde o dia 3 abril de 2017, entraram em vigor as novas regras do crédito rotativo. Veja as principais mudanças:

  • Os bancos não poderão mais deixar nenhum cliente por mais de um mês no rotativo do cartão;
  • Depois desse prazo, serão obrigados a migrar os usuários para linhas com condições mais favoráveis;
  • Se o cliente não procurar a instituição financeira para a negociação, o parcelamento da fatura será automático, mas as condições e as taxas de juros, tanto do rotativo quanto do parcelamento, vão variar de banco para banco.

Com isso, cada instituição financeira irá estabelecer suas regras sobre o crédito rotativo. Mas, de forma geral, o emissor do cartão poderá dividir o saldo devedor no número de parcelas que achar mais adequado para cada cliente. Se o consumidor não pagar o valor estabelecido na fatura será considerado inadimplente, e o cartão poderá ser bloqueado.

É importante que você questione com o seu banco se você poderá escolher a linha de crédito do parcelamento. Isso te permitirá utilizar os juros mais baixos do mercado.

Clientes que têm cartão no mesmo banco da conta corrente já podem contratar outras linhas de crédito para renegociar dívidas, como crédito pessoal e consignado, com taxas mais baixas. Mas o mais provável é que isso não seja automático. Se o cliente perceber que gastou demais no cartão, deverá renegociar diretamente.

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Novas taxas de juros do rotativo do cartão

Alguns bancos já informaram as novas taxas do crédito rotativo. Veja abaixo qual a taxa de juro mensal para parcelamento após 30 dias dos principais bancos:

  • Taxa de juros Banco do Brasil: de 1,91% a 9,38%
  • Taxa de juros Itaú: 0,99% a 8,90%
  • Taxa de juros Bradesco: não divulgada
  • Taxa de juros Santander: de 2,99% a 9,99%
  • Taxa de juros Caixa Econômica Federal: de 3,3% a 9,9%

Cuidados necessários

Mesmo com as novas regras do cartão de crédito, parcelar a fatura ainda não é um bom negócio. Os juros continuam superiores aos de outras categorias, como o empréstimo pessoal.

Caso não tenha como pagar a fatura por inteiro, é importante avaliar as ofertas de cada banco, e ver se atrasar ou parcelar a fatura vale mais a pena do que pedir um empréstimo com juros mais baixos.

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Lembrando que, além de avaliar a taxa de juros ofertada, é importante analisar o tempo de parcelamento. Quanto maior for o prazo, mais incidência de juros, tornando o montante a ser pago cada vez mais alto – correndo o risco, inclusive, de ficar com uma dívida mais cara do que na regra anterior, caso o prazo de pagamento fosse mais curto.

Como funciona o crédito rotativo

É simples: quando você só paga o mínimo, ou só uma parte da fatura do seu cartão de crédito, por exemplo, o valor não pago é chamado de crédito rotativo e, sobre ele, são cobrados juros, às vezes maiores que 10% ao mês, como forma de financiamento da dívida. Ou seja: rotativo é o crédito tomado junto à instituição financeira quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Os últimos dados anunciados pela Caixa Econômica Federal apontaram uma queda das taxas de juros do rotativo dos cartões de crédito que, agora, variam de 8% a 11% ao mês, conforme o tipo de cartão do cliente. Antes, os juros dessa modalidade iam de 11,15% a 17,12% ao mês. Porém, mesmo com a redução, o crédito rotativo possui um dos juros mais altos do mercado. Não vale a pena utilizá-lo.

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Diferença entre crédito rotativo e parcelado

Parcelar o valor da sua fatura e pagar só o mínimo são atitudes completamente diferentes. É importante que você saiba disso na hora de decidir.

O crédito rotativo é para quando você que não pode pagar o valor total da fatura no vencimento, mas pretende pagar integralmente no vencimento da próxima fatura.

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Já o parcelamento da fatura é quando você precisa de mais tempo para colocar suas contas em dia e não conseguirá fazer isso de uma vez só.

O ideal é que você pague sua fatura integralmente, mas, entre entrar no rotativo e parcelar a fatura, na maioria dos casos, vale mais a pena parcelar a fatura, pois os juros costumam ser mais baixos. Financiar sua fatura é sempre melhor do que atrasar o pagamento, pois evita multa por atraso e impede o bloqueio ou cancelamento do cartão.

Por isso, a principal dica que nós damos por aqui é que você esteja sempre atento ao que acontece na sua vida financeira. Para saber, inclusive, quando as coisas não vão bem e você precisa ir até o banco negociar.

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