Casal de nômades digitais desenvolve negócio viajando pelo mundo

Já pensou em mudar radicalmente sua vida e viajar pelo mundo? Mas é possível ganhar dinheiro com isso? Conheça uma história incrível de nomâdes digitais que vai te inspirar! 

Bárbara Rocha e Vagner Alcantelado tinham carreiras estabelecidas e rotinas típicas de um casal jovem. Ela, jornalista e produtora, ele, designer gráfico e videomaker. Aos olhos de muitos, uma vida ótima, como manda o figurino. Mas para eles não era bem assim. Trabalhando das 9h às 19h, fechados em um escritório, sentiram que os dias passavam pela janela e que não estavam vivendo, apenas sobrevivendo. Foi quando decidiram “desapegar” e se tornarem nômades digitais.

Viajar e ir trabalhando pelo caminho, isso é o que fazem os nômades digitais, profissão da modernidade com que muita gente sonha, mas que não é para todos. Antes de qualquer coisa, é preciso coragem e planejamento para dar o primeiro passo.

Mas falar é fácil, porém realizar um sonho destes não é tão simples. É preciso dedicação espírito empreendedor. O Hintigo traz com exclusividade a história deste casal e quem sabe você não se inspira para realizar uma aventura como esta no exterior.

O início da jornada

“Não queríamos deixar nossos melhores anos passarem e vivermos essas experiências somente durante as férias ou quando estivéssemos aposentados. Estávamos cheio de ideias, mas canalizando toda a nossa energia para projetos de terceiros (no caso, dos nossos empregadores), quando poderíamos estar fazendo algo que pudesse ajudar outras pessoas e que, ao mesmo tempo, nos trouxesse satisfação pessoal”. Segundo Bárbara, foi assim que tudo começou. A jornalista havia deixado a empresa em que trabalhava e, com o companheiro Vagner, começou a pensar seriamente em “cair no mundo”.

Assim nasceu o projeto “Melhores Momentos da Vida”, formatado para ser uma série de TV onde o casal relataria as suas aventuras e desventuras durante as viagens. Ideia concebida, era hora de decidir o destino inicial e arranjar os preparativos para a partida.

nomades digitais

Primeiro, cogitaram viver 6 meses em Paris estudando francês, mas não era bem aquilo que queriam. Depois, passaram a encarar a Califórnia como opção e também desistiram da ideia. A terceira alternativa para o início da vida como nômades digitais surgiu com muito mais força. Por que não a Nova Zelândia? Quatro motivos comandaram a escolha:

  • Qualidade de vida inegável
  • Facilidade em viajar por todo o país de carro e em segurança
  • Receptividade das pessoas e dos possíveis parceiros para o projeto da série
  • O visual do lugar, que já era apreciado via Facebook em fotos postadas por amigos do casal que lá moravam.

Pela internet e com um projeto pronto e detalhado, eles começaram a entrar em contato com empresas que se interessassem em ajudá-los de alguma forma na produção da primeira temporada da série. Restaurantes, hotéis, lojas de materiais esportivos. A resposta foi extremamente positiva e, antes de partir, já tinham bons contatos e parcerias fechadas. Mesmo sem contrato acertado com emissoras ou produtoras no Brasil, decidiram tocar a ideia com dinheiro do próprio bolso.

Após meio ano de preparativos, em dezembro de 2012, Bárbara e Vagner deixaram o país com pouco mais de R$ 20 mil (para cobrir os custos dos 3 primeiros meses de viagem e de uma campervan usada, meio com o qual se deslocariam na Nova Zelândia) e sede de novidade. O que viesse a seguir seria decidido e arranjado pelo meio do caminho.

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Como rentabilizar

Já na Nova Zelândia, teriam de se desdobrar parar arranjarem forma de se sustentarem e tornarem a série viável. Empregos, trabalhos temporários, o que fosse. Trabalharam em fazendas na colheita de flores, como gerentes de albergues e até venderam cerejas na estrada. “Confesso que torci um pouco o nariz, mas era preciso pensar na parte financeira”, conta Vagner. As vendas correram melhor do que o esperado. Ganhando cerca de US$ 200 por dia, conseguiram financiar os próximos passos.

Foi também nessa altura que surgiu a ideia da produtora itinerante. Entre um trabalho e outro, produziam vídeos e websites para empresas locais, a custo zero. Perceberam que os produtos agradavam e investiram nisso. “O modelo de negócios que desenvolvemos (depois de tantas experiências de trabalho) foi o de produzir e comercializar vídeos institucionais para hotéis de luxo e restaurantes para suportar os custos da viagem e da produção da série”. A iniciativa deu super certo e, atualmente, vivem disso.

Próxima parada

Depois da Oceania, a Ásia. Bárbara e Vagner seguiram viagem. Passaram por Cingapura, Malásia e estão agora na Tailândia. A intenção é explorar todo o Sudeste Asiático até o próximo ano, sempre com uma mistura de curtição e trabalho.

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O destino a seguir é escolhido com base em três pilares: a curiosidade do casal em relação ao lugar, o potencial daquele país ou cidade para a série e a demanda pelos serviços da produtora. A única parada que não está prevista no roteiro, por agora, é o Brasil. “Não conseguimos mais nos imaginar com uma vida tradicional por um longo período, indo e vindo do trabalho todos os dias, passando pelos mesmos lugares e encontrando as mesmas pessoas. A ideia parece estranha!”, brinca Bárbara.

A inspiração para seguir viagem vem justamente do que têm encontrado durante a jornada: a possibilidade de explorarem novos lugares, trocar com diferentes culturas e todo o autoconhecimento que a experiência proporciona. “Na verdade, encaramos (a experiência) como um ‘intensivão de vida’”, constata a jornalista.

Site próprio

No site, eles continuam com a série de forma independente. Entretanto, segundo o casal, eles já estão em negociação com uma empresa de TV para a transmissão da série. Também é possível acompanhar as aventuras do casal no Facebook (a página já conta com mais de 35 mil likes), Twitter e Pinterest. A mais recente produção é um curso online em que ajudam candidatos a futuros nômades digitais com dicas. O primeiro vídeo foi divulgado recentemente. Veja abaixo um dos vídeos do casal.

 

Para quem quer seguir a trilha

De acordo com Bárbara, são muitas as pessoas que procuram o casal com o desejo de serem nômades digitais, apesar de não saberem bem por onde começar. Ela deu algumas dicas e conselhos para quem quer seguir por esse caminho, mas alerta: não é para qualquer um.

  • É preciso “estar” sempre adaptável, saber improvisar e não ter medo das mudanças.
  • Vive-se em uma constante incerteza e isso nem sempre é confortável. Esteja preparado para o aperto.
  • Invista em alguma atividade que te permita trabalhar enquanto viaja. Seja fotografia, vídeo, escrita ou algo mais. O importante é que seu escritório possa ser em qualquer lugar.
  • Planejamento é muito importante, apesar dos imprevistos. O casal se organiza para aguentar financeiramente quatro meses para que não sejam pegos de surpresa.
  • Não é fácil, é preciso coragem, mas não tenha medo de buscar a felicidade, seja onde for.
  • Com foco, perseverança, confiança e disciplina se consegue tudo. Acredite!

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