3 mitos sobre o freio de mão para você esquecer hoje

Entenda como funciona o freio de mão, componente fundamental para a segurança do carro quando estiver parado em estacionamentos ou mesmo no trânsito congestionado

freio de mão, ou freio de estacionamento, é um dos dispositivos de segurança mais importantes de um carro. Como seu nome já sugere, deve ser acionado sempre que o carro estiver parado. Assim, evita-se que o veículo seja deslocado indevidamente, por ação da gravidade ou apenas por ser empurrado.

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Cuidados com o freio de mão

Como se trata de um componente que não exige revisões exclusivas, é comum que motoristas negligenciem certos cuidados. Um deles está no ato de puxar o freio de mão. Se for empregada força excessiva, o cabo de aço que dá sustentação pode afrouxar com o tempo.

Uma dica para confirmar se o freio de mão está regulado: para que ele trave efetivamente as rodas, bastam até 4 cliques. Se passar disso, é sinal de que há algum afrouxamento no cabo de aço. Providencie sua troca o quanto antes.

Nas revisões periódicas, o freio de mão é normalmente checado quando se chega aos 10 mil quilômetros. Após essa revisão, é indicado que se faça a troca das lonas a cada 70 mil quilômetros, e dos cabos a cada 90 mil quilômetros. De qualquer forma, essa periodicidade varia conforme o modelo e a categoria do veículo. O ideal é consultar o manual do proprietário.

O que é verdade e o que é mentira?

O freio de mão é um dispositivo que passa tão despercebido, que seu uso ainda é cercado por mitos. Fruto da falta de informação, eles só confirmam que, em se tratando de carro, é fundamental saber separar o que é lenda e o que é fato. O primeiro mito, no entanto, não chega a comprometer a segurança.

Para acionar o freio de mão é obrigatório apertar o botão

O freio de estacionamento funciona seguindo um mecanismo relativamente simples. Para que ele trave, existe uma espécie de linguete, que se encaixa numa outra peça que serve para fixá-lo.

Quando apertamos esse botão ao puxar o freio de mão, não acontece nada que afete seu funcionamento. O botão serve apenas para liberar a peça que o trava, sendo inútil ao ser pressionado quando o freio de mão é puxado.

Na verdade, o que acontece é o contrário. Apertar o botão só é de fato obrigatório para liberar o freio de mão.

Aprenda a regular o seu freio de mão sozinho

Em ladeiras íngremes, o freio de mão é suficiente para parar o carro

Embora o freio seja de estacionamento, utilizá-lo como única forma de manter o carro freado em um área íngreme é perigoso. Dependendo de quanto tempo o veículo permaneça parado sob inclinação acentuada, pode ser necessário recorrer a mecanismos extras de frenagem.

Uma opção imediata é deixar a primeira marcha engatada, o que aumenta a segurança, já que a caixa de marcha fica imobilizada. O que não se pode jamais fazer é usar apenas a primeira marcha para manter o carro parado. Numa ladeira então, nem pensar!

É possível usar o freio de mão ao invés dos freios do carro

Há quem acredite que, em caso de falha dos freios, o freio de mão pode ser um substituto. Na verdade, este seria um recurso extremo, em caso de pane total dos freios. Em condições normais, usar o freio de mão no lugar dos freios só vai fazer o veículo derrapar. Quando acionado com o carro em movimento, o dispositivo faz com que as rodas traseiras travem. Ou seja, em vez de frear o carro de maneira uniforme, usar o freio de mão vai fazer o carro dar aquela derrapada.

Caso a manobra seja feita de forma exageradamente brusca, é grande o risco de capotamento, principalmente em veículos com aerodinâmica desfavorável. Portanto, o melhor é deixar o risco para pilotos profissionais que praticam drift, o esporte em que vence quem faz as melhores derrapagens.

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