Heloísa von Ah
Heloísa von Ah
20 Jul, 2017 - 12:00
América do Sul morar e trabalhar
Emprego no exterior

Melhor país da América do Sul para morar e trabalhar

Heloísa von Ah

Ele está a poucas horas de carro do Brasil e parece uma excelente alternativa para mudar de vida. Conheça o melhor país da América do Sul para morar.

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Desde o início da mais recente crise financeira: quantas pessoas você conhece que saíram do país? Se parar para dar uma olhada na sua lista de amigos do Facebook, vai encontrar muitas delas. E você? Se ainda está ponderando a ideia e quer ficar por perto, pode começar estudando qual seria o melhor país da América do Sul para morar e quem sabe ali refazer a sua vida longe do que não te satisfaz.

Estes são os 7 melhores países para morar em 2017

O melhor país da América do Sul para morar

Geralmente quem sai do Brasil mira alto, e tem como foco viver em países de primeiro mundo, onde teoricamente se oferecem melhores índices em qualidade de vida e demais fatores. Entretanto, são poucos os que direcionam seus planos a nossos vizinhos do Mercosul, sendo que alguns destacam-se em fatores como ser o menos corrupto de todo o subcontinente. Com base em vantagens que o levariam a deixar o Brasil, qual seria então o melhor país da América do Sul para morar? Tem algum palpite?

Argentina? Uruguai? Não. Eles também estão entre os melhores, mas não encabeçaram o ranking quando o assunto é trabalho e qualidade de vida. Nesses termos, utilizamos do ranking mundial da Mercer e também da pesquisa entre expatriados pelo HSBC para chegar à conclusão que o Chile seria o melhor país da América do Sul para morar. A nível global, o Chile alcançou o 41º lugar no levantamento pelo HSBC e o 95º pela Mercer, destacando a capital Santiago. Quer mais um motivo para se mudar para o Chile? Ele é o país menos corrupto da América Latina.

A seguir, confira algumas posições do ranking HSBC, que avaliou ao todo 45 países – com o Brasil em último lugar.

Economia

  • Segurança no emprego: 32º lugar
  • Harmonia entre vida pessoal e trabalho: 37º lugar
  • Progressão na carreira: 19º lugar
  • Política: 13º lugar
  • Empreendedorismo: 7º lugar
  • Confiabilidade econômica: 25º lugar
  • Poupança: 33º lugar
  • Aumento salarial: 30º lugar
  • Renda disponível: 36º lugar

Experiência dos Expatriados

  • Patrimônios: 31º lugar
  • Sistema de Saúde: 41º lugar
  • Finanças: 44º lugar
  • Segurança: 31º lugar
  • Integração: 28º lugar
  • Facilidade em fazer amigos: 38º lugar
  • Cultura: 31º lugar
  • Saúde: 41º lugar
  • Qualidade de vida: 34º lugar

Família

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  • Tolerância: 43º lugar
  • Vida Social: 28º lugar
  • Proximidade com o parceiro: 17º lugar
  • Qualidade do ensino: 42º lugar
  • Qualidade do cuidado com crianças: 44º lugar
  • Custo total com crianças: 29º lugar
  • Qualidade de vida: 40º lugar
  • Saúde: 39º lugar
  • Integração: 25º lugar

Em adição aos resultados apresentados, sua capital Santiago já esteve classificada pela revista Fast Company como a cidade mais inteligente de toda a América Latina, o que contou pontos em inovação, limpeza e eficiência. Pouco menor que a cidade do Rio de Janeiro, ela também apresenta a maior malha metroviária da América do Sul.

Mesmo com todas as exaltações que citamos, estamos falando de um país menor e em desenvolvimento, portanto espera-se ainda que o custo de vida seja relativamente menor do que já temos por aqui. De acordo com o portal Numbeo, itens de consumo, incluindo gastos com aluguel são 1,91% mais baratos no Chile que no Brasil. Isolando o preço das rendas, o Brasil leva a melhor, com preços cerca de 3,54% menores que nas cidades chilenas.

Gastos para comer em restaurantes são 7,83% menores também no Brasil, entretanto o poder de compra daqueles que vivem no Chile é 26,78% maior que o dos brasileiros. Em termos de empregabilidade, nosso vizinho também fica com os louros, já que o país se encontra com uma taxa de 6,6% de desemprego.

Mas então vale a pena morar no Chile? Depende. Se você está procurando por grandes oportunidades de emprego, vá com calma. Uma vez que o país inteiro que pouco menos que a população de São Paulo, as chances são proporcionalmente menores. Agora, se o seu objetivo é ter mais qualidade de vida e sair do Brasil sem se afastar tanto assim, territorialmente dizendo, pode estar no caminho certo.

Outro ponto a ser avaliado com cuidado é o fato de o país estar situado à beira de uma placa tectônica, o que acaba resultando em terremotos e demais fenômenos decorrentes dessa características. As construções são erguidas de forma a suportar os abalos, e também há preparo de seus cidadãos para que saibam agir quando algo acontece.

Vale a pena abandonar a carreira no Brasil e começar do zero no exterior?

E por que não o Uruguai?

Combinando ambas as pesquisas consideradas, o Chile acaba levando a melhor – mas nem tanto assim, se comparado ao resultado obtido pelo Uruguai. Diante do levantamento da Mercer, a cidade de Montevidéu ficou em primeiro lugar dentre toda a América do Sul, alcançando o 79º lugar (16 posições acima de Santiago).

Com uma taxa de desemprego em aproximados 7% e costumes muito semelhantes aos nossos, morar e trabalhar no Uruguai pode ser tentador para quem está em busca de um destino. Principalmente devido ao acordo firmado entre Brasil e Uruguai ainda neste mês de julho de 2017. Nele, estabelece-se que todo brasileiro tem o direito de morar no país vizinho sem a necessidade de visto. Para residir permanentemente, basta apresentar junto à representação consular brasileira um documento de identidade e certidão negativa de antecedentes criminais.

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Outra vantagem do país se vê com relação à cultura. Principalmente para os que vivem ao Sul do Brasil, a familiaridade é grande, já que estão entre os hábitos uruguaios o consumo de mate (semelhante ao chimarrão) e abusar do churrasco, já que o país é um grande produtor e exportador de carne. O custo de vida na capital é equivalente a São Paulo, mas tendo um bom espanhol é possível conseguir o emprego ideal para viver por lá.