Como usar o limite do cheque especial sem pagar juros

Para muitos brasileiros, o limite do cheque especial já está incluído no orçamento doméstico como se fosse parte dos rendimentos. Mas as altas taxas de juros do cheque especial podem comprometer seriamente as finanças pessoais.

Embora o uso do cartão de crédito esteja substituindo, gradualmente, o cheque, ainda há muita gente que confia mais no velho talão de cheques, principalmente para compras a prazo. Em 2013, cerca de 70% das compras feitas com cheque, foram com cheques pré-datados. 

Mas o consumidor que costuma usar o cheque e contar com o limite do cheque especial, precisa ter cuidado com os juros. No último mês, os bancos aumentaram os juros do cheque especial em uma taxa média de 0,8%. Hoje, o banco com juros do cheque especial mais alto é o Banco Santander, com taxa de 10,59%, e a menor taxa é da Caixa Econômica Federal, de 4,41%.

 

As taxas de juros para empréstimo pessoal também subiram em dezembro, em média de 0,2% a 0,4%, mas ainda estão abaixo do cheque especial.

Cheque especial compromete as finanças pessoais

O consumidor brasileiro de classe média, já está habituado a usar o limite de crédito do cheque especial e do cartão de crédito como se fizessem parte das finanças pessoais. E para equilibrar o orçamento é preciso fazer um verdadeiro malabarismo. 

 

No final das contas, faz-se um buraco para cobrir outros. Por isso, é preciso ter bastante cautela ao usar os limites de crédito, sobretudo do cheque especial, pois a taxa de juros do cheque especial está entre as mais altas dos produtos bancários do mercado. Além disso, ainda há cobrança de IOF – Imposto sobre Operações Bancárias, que é calculado diariamente e cobrado mensalmente.

  

Para não ter problemas com o cheque especial, sobretudo nesta época do ano em que as demandas são muitas, evite ao máximo usar o cheque especial. E caso precise usar, que seja uma quantia que você conseguirá pagar dentro do período de carência.
 
Usar o cheque especial pode transformar suas dívidas numa bola de neve e comprometer seriamente as suas finanças pessoais. E se você já vive este problema, talvez a melhor solução seja contratar um empréstimo pessoal, que tem juros mais baixos, para liquidar a sua dívida com o banco.

 

 

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