Juros continuam altos no Brasil

A taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,51% ao mês (a.m.), igual ao mês anterior. A maior taxa praticada foi pelo Santander, 8,49% a.m., e a menor pela Caixa Econômica Federal, 5,7% a.m.

Mesmo na recessão econômica os juros no Brasil não caem. Pesquisa realizada pelo Procon de São Paulo mostra que as taxas de juros não foram alteradas na passagem de 2016 para 2017. A pesquisa mostra que os bancos mantiveram as taxas de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal no começo deste ano.

O Procon averigou que todas as seis instituições financeiras que fazem parte do levantamento (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander) mantiveram a taxa do empréstimo pessoal do cheque especial.

A taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,51% ao mês (a.m.), igual ao mês anterior. A maior taxa praticada foi pelo Santander, 8,49% a.m., e a menor pela Caixa Econômica Federal, 5,7% a.m..

Para o cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 13,6% a.m., também igual ao mês anterior. A Maior taxa praticada foi pelo Santander, 15,49% a.m., e a menor pela Safra, 12,6% a.m..

Todos as instituições financeiras da amostra mantiveram a taxa de empréstimo pessoal e a de cheque especial.

Nova taxa de juros

A primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve definir a nova taxa de juros. São dois dias analisando a conjuntura e definindo as diretrizes da política monetária.

Atualmente a taxa está em 13,75% ao ano e a expectativa do mercado e de que o Copom a redução da Selic. O Copom reuniu em novembro, reduziu e reduziu a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual (de 14% a.a. para 13,75% a.a.)

Em pesquisa realizada pelo Valor Econômico sobre projeções para a Selic, feita com 38 economistas, apenas 5, bancavam corte de 0,75 ponto. A taxa próxima dos 10% é apontada pelos economistas ouvidos pela pesquisa como a melhor. Caso se confirme seria a menor taxa de juros em quatro anos. Além de ser um alívio monetário e estimular o crescimento econômico.

Orientação do Procon

Nesta época do ano em que o bolso do consumidor está tão comprometido com impostos, o taxas, matrículas e despesas com material escolar – as compras por impulso e a contratação de empréstimos desnecessários podem desequilibrar seriamente o orçamento.

Com as taxas de juros continuam muito altas, o Procon orienta ao consumidor planejar seu orçamento com critério, priorizar o pagamento de dívidas e recorrer ao crédito somente em casos de real necessidade.

Índice de preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal começou 2017 em alta em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Belo Horizonte foi a cidade com maior alta da taxa de inflação entre a última semana de 2016 e a primeira semana de 2017: 0,37 ponto percentual, passando de 0,1% para 0,47%.

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