Venda de imóveis residenciais novos cai em São Paulo

As vendas de imóveis residenciais somaram 828 unidades em julho, número 20,5% menor em relação ao mesmo mês do ano passado. Não há motivo para pânico, segundo nota. 

O mês de julho de 2016 não foi dos mais positivos para o mercado imobiliário. As vendas de imóveis residenciais novos somaram 828 unidades, uma queda de 20,5% em relação a julho de 2015 e 60,5% a junho deste ano. Desde janeiro, as vendas somaram 8022 unidades, o que também representou uma queda significativa em relação ao ano passado, 25% abaixo do mesmo período.

As informações foram divulgadas pelo Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi – SP) na segunda quinzena de setembro.

Queda na venda de imóveis residenciais: motivo para preocupação?

Apesar de 2016 vir sendo um ano no qual a economia está parada e as pessoas tem medo de investir por conta da instabilidade política e nacional, a previsão não é negativa. O presidente do Secovi – SP, Flávio Amary, afirmou em nota à imprensa que a queda já era esperada pelo fato de julho ser mês de férias escolares e menor fluxo de famílias aos estandes de vendas.

A projeção, segundo ele, é de recuperação. “A perspectiva de adoção de medidas que estimulem o setor e, consequentemente, possam desencadear o processo econômico nos levam a crer que haverá um ambiente mais favorável aos negócios e investimentos”.

Preços de imóveis comerciais têm queda real de 18%

Em nota, Amary afirma ainda que a redução na taxa de juros, que hoje se encontra em 14,25%, é fundamental para retomada da produção e venda de imóveis. Segundo analistas do Secovi – SP o mercado segue concentrado em imóveis residenciais com valores até R$ 500 mil.

Outros números

O mês de julho contabilizou o 1099 unidades de imóveis residenciais lançados, número 49,5% inferior ao mês de junho e 33,2% superior ao mês de julho do ano passado. De janeiro a julho foram 6830 lançamentos de imóveis residenciais. O número caiu 37,1% em relação ao mesmo período de 2015.

O número de estoque de unidades residenciais – aquelas que ainda estão na planta, em obras ou foram entregues recentemente – teve crescimento de 0,07% em relação a junho e encerrou o mês com 24.627 unidades.

A velocidade de vendas, porém, desacelerou. A relação entre a quantidade de unidades comercializadas e o total disponível foi de 3,3% em junho contra 7,9% em junho. No mês de junho de 2015 o número era 3,7%.

A Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados fornecidos por 19 incorporadoras imobiliárias do país, 4,3% das unidades imobiliárias tiveram vendas canceladas em julho, queda de 15% em relação a julho de 2015.

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