Fazer empréstimo para pagar dívidas é uma boa solução?

Empréstimo para pagar dívidas pode ser uma boa solução dependendo do caso. Saiba quais são as vantagens e desvantagens. Descubra se no seu caso é uma boa ideia.

Fazer um empréstimo para pagar dívidas acumuladas tem sido uma solução cada vez mais comum entre os brasileiros. É importante analisar a situação em vários aspectos antes de decidir a qual tipo de empréstimo recorrer: quais serão os juros aplicados no novo crédito, o número de prestações e se o valor mensal será superior a soma das dívidas já existentes.

 

Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívidas?

Vantagens 

1 – O empréstimo para pagar dívidas tem como objetivo consolidar os créditos todos num só. Não haverá mais preocupação em pagar contas em dias diferentes, nem datas que não coincidem com o dia de recebimento do salário. Transformar todos os créditos em um só possibilita gerir o dinheiro de forma mais organizada.
2 – Os juros podem ficar mais baixos, porque afinal serão os juros de uma única instituição e não de várias, de diferentes valores. Ao fazer um empréstimo para pagar dívidas, a pessoa poderá escolher pela taxa de juros fixa –  e pagar sempre o mesmo valor até o fim do parcelamento. No entanto, se optar po uma taxa variável, vão haver alterações periódicas de acordo com o mercado que tanto podem aumentar, quanto diminuir o valor da parcela.  
 

Desvantagens 

1 – Se a pessoa tem dificuldades para gerir o próprio orçamento, fazer mais um empréstimo pode piorar a situação. Quem tem restrição no nome – que acontece quando não se consegue pagar as dívidas –  normalmente vai estar impedida de fazer novos créditos. Ao pagar tudo que deve com o valor do novo crédito, a pessoa deixa de ter restrições no CPF e poderá voltar a contrair novas dívidas. 
2 – A escolha por uma taxa de juros variável pode ser uma faca de dois gumes. Conforme a situação do mercado financeiro, a taxa pode aumentar e, consequentemente aumentará também o valor das parcelas do empréstimo.
 

Como pedir um empréstimo para pagar dividas?

1 – Escolher o tipo de crédito: O mercado oferece modalidades diferentes e a escolha vai depender, sobretudo, do perfil do consumidor.

  •   Hipotecar um imóvel:  Se possui um imóvel no seu nome e já quitado, empréstimo com hipoteca poderá ser boa ideia, assim a pessoa pode ter até 60% do valor da sua casa como empréstimo e poderá pagar em até 20 anos.
  •   Veículo como garantia: Se tem um carro no seu nome, poderá optar pelo empréstimo com garantia de veículo e ter até 90% do valor do seu carro, além de ter até 5 anos para pagar. 
  •  Crédito Pessoal: Se não tem nem um nem outro, poderá pedir um empréstimo pessoal e não dar nada como garantia.
  •  Empréstimo consignado: O valor da parcela mensal é descontado diretamente do salário. Boa opção para quem tem um emprego seguro, permite gerir de forma mais eficaz os pagamentos mensais. 
  • Saiba também como funciona a penhora de bens.

2 – Contactar o banco: Depois de levar em consideração as taxas de juros aplicadas em cada modalidade, e de ponderar qual será a melhor escolha para o seu perfil é hora de contactar um banco e preencher a proposta. Os documentos solicitados, geralmente são CPF, RG, comprovativo de rendimentos e de residência. Os restantes documentos variam dependo da modalidade que escolher.

3 – Análise do crédito: o banco irá analisar a proposta com base no histórico de consumidor. Irá verificar se há casos de inadimplência e se os rendimentos são suficientes para arcar com o pagamento das parcelas.  O potencial de pagamento também é avaliado, através dos extratos de movimentação bancária.

4 – Crédito liberado: Se o banco aprovar a sua proposta, o dinheiro normalmente será depositado dentro de 48 horas. É preciso ter atenção ao valor das parcelas. O empréstimo vai servir para auxiliar o pagamento de dívidas, por isso tenha atenção se os juros não são maiores do que o da soma das dívidas atuais.

Confira 7 dicas para se livrar das dívidas

Fazer um empréstimo para pagar dividas só será uma boa ideia dependendo do seu perfil:

É  boa ideia para quem se individou de forma planejada, para quem tem controle sobre aquilo que gasta e pretende tornar o pagamento das dívidas algo prático e menos dispendioso.

É má ideia para quem tem problemas de gestão do dinheiro. Se unificar o crédito irá possibilitar que você contraia novas dividas então não é boa ideia. Porque o que seria solução acaba tornando em um problema ainda maior. Neste caso, o melhor é começar a controlar melhor o orçamento, organizar os pagamentos mensais e evitar compras por impulso.

 

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