Endividamento das famílias brasileiras faz aumentar a procura por crédito

De acordo com o relatório semestral do Serasa Experian, a primeira metade de 2013 trouxe um crescimento de 5,6% da inadimplência para a economia nacional, um aumento de 6,1% da demanda de crédito e diminuição de 4% da intenção de consumo pelas famílias brasileiras. 

Com o final do primeiro semestre do ano, os relatórios financeiros começam a mostrar como está o cenário da economia brasileira em 2013. Segundo os dados divulgados pelo indicador econômico do Serasa Experian, a inadimplência cresceu 5,6% nestes seis primeiros meses, reflexo do aumento do volume de endividamento das famílias brasileiras.

 

Este dado também explica o crescimento de 6,1% da procura por crédito e uma menor intenção de consumo, com uma queda de 4%. Este é o pior resultado desde 2010. Os fatores que influenciaram esta queda são, principalmente, a inflação, o endividamento e a desvalorização da moeda. Além disso, o otimismo dos brasileiros em relação ao futuro da economia nacional também parece ter sido afetado. A euforia consumista dos últimos anos já começou a ser freada. As manifestações ocorridas nas últimas semanas demonstram uma maior consciência em relação à situação financeira do país, e também mais cautela por parte dos consumidores em relação às finanças pessoais. A prioridade agora, em vez de comprar novos bens, é pagar as dívidas já existentes. 

 

No entanto, apesar do aumento do volume de endividamento das famílias brasileiras e da maior procura por crédito registrada nos últimos meses, os índices ainda se continuam num nível positivo para a economia nacional.

 

 

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Os números também mostram que, embora o número de famílias endividadas tenha caído, o volume da dívida se elevou devido ao aumento da quantidade de empréstimos concedidos por família. De acordo com as estimativas do Fecomercio, em média, a dívida mensal da famílias brasileiras de classe média, hoje, gira em torno dos R$1.950,00. O elevado valor agrega, muitas vezes, despesas com cartão de crédito, cheque especial, e eventuais parcelas de financiamento de carro ou casa. 

 

 

O SETOR DE SERVIÇOS MANTÉM-SE ESTÁVEL

Os índices da FGV – Fundação Getúlia Vargas, mostram que o setor de serviços mantém-se estável neste primeiro semestre de 2013, apesar de nove entre doze segmentos de serviço terem apresentado uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de serviços que mais cresceu foi o de telecomunicações e entretenimento, principalmente devido aos novos contratos de linhas de telefonia móvel e TV a cabo.

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