Kamila Hage
Kamila Hage
31 ago, 2017 - 10:46
empréstimo para pagar dívidas

Como fazer empréstimo para pagar dívidas e limpar o nome

Kamila Hage

Saiba como conseguir um empréstimo para pagar dívidas e quando está é uma boa opção para reorganizar a sua vida financeira.

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Fazer um empréstimo para pagar dívidas e limpar o nome pode ser um desafio, uma vez que ao ter o nome negativado se torna mais difícil conseguir liberação de crédito. A restrição acontece, na maior parte das vezes, quando o consumidor deixa de quitar alguma dívida e seu nome entra na lista do SPC ou Serasa.

Embora seja possível conseguir crédito nesta situação, é preciso ter bastante cuidado: o crédito pessoal com restrição pode se tornar uma bola de neve sem o devido cuidado.

No mercado brasileiro atuam algumas empresas especializadas nesse tipo de crédito pessoal, o que pode ser de grande ajuda para quitar as dívidas e voltar a ter equilíbrio nas finanças pessoais.

Para resolver esse problema, a modalidade mais comum de empréstimo para pagar dívidas concedido a pessoas com restrição de crédito é aquele com débito das parcelas na conta corrente do consumidor. Por isso, antes de fechar qualquer tipo de contrato pesquise a instituição financeira para não ter surpresas mais adiante.

Opções de empréstimo para pagar dívidas

  • Opte por uma linha de financiamento com juros mais baixos, como o Crédito Direto ao Consumidor (1,49% ao mês, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
  • Outra opção é o crédito consignado, cujos juros também não costumam ultrapassar 3% ao mês – ele só é oferecido pelas empresas e órgãos públicos a seus funcionários.
  • Ao negociar o valor das parcelas é importante que faça um cálculo para ter certeza que ainda vão sobrar 70% dos seus rendimentos para suas despesas mensais. De acordo com especialistas, apenas 30% dos ganhos podem ser reservados para faturas.

Vale a pena fazer empréstimo para pagar dívidas?

Vantagens 

1 – O empréstimo para pagar dívidas tem como objetivo consolidar os créditos todos num só. Não haverá mais preocupação em pagar contas em dias diferentes, nem datas que não coincidem com o dia de recebimento do salário. Transformar todos os créditos em um só possibilita gerir o dinheiro de forma mais organizada.
2 – Os juros podem ficar mais baixos, porque afinal serão os juros de uma única instituição e não de várias, de diferentes valores. Ao fazer um empréstimo para pagar dívidas, a pessoa poderá escolher pela taxa de juros fixa –  e pagar sempre o mesmo valor até o fim do parcelamento. No entanto, se optar po uma taxa variável, vão haver alterações periódicas de acordo com o mercado que tanto podem aumentar, quanto diminuir o valor da parcela.

Desvantagens 

1 – Se a pessoa tem dificuldades para gerir o próprio orçamento, fazer mais um empréstimo pode piorar a situação. Quem tem restrição no nome – que acontece quando não se consegue pagar as dívidas –  normalmente vai estar impedida de fazer novos créditos. Ao pagar tudo que deve com o valor do novo crédito, a pessoa deixa de ter restrições no CPF e poderá voltar a contrair novas dívidas.
2 – A escolha por uma taxa de juros variável pode ser uma faca de dois gumes. Conforme a situação do mercado financeiro, a taxa pode aumentar e, consequentemente aumentará também o valor das parcelas do empréstimo.

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Como pedir um empréstimo para pagar dívidas?

1 – Escolher o tipo de crédito: O mercado oferece modalidades diferentes e a escolha vai depender, sobretudo, do perfil do consumidor.

  •   Hipotecar um imóvel:  Se possui um imóvel no seu nome e já quitado, empréstimo com hipoteca poderá ser boa ideia, assim a pessoa pode ter até 60% do valor da sua casa como empréstimo e poderá pagar em até 20 anos.
  •   Veículo como garantia: Se tem um carro no seu nome, poderá optar pelo empréstimo com garantia de veículo e ter até 90% do valor do seu carro, além de ter até 5 anos para pagar. 
  •  Crédito Pessoal: Se não tem nem um nem outro, poderá pedir um empréstimo pessoal e não dar nada como garantia.
  •  Empréstimo consignado: O valor da parcela mensal é descontado diretamente do salário. Boa opção para quem tem um emprego seguro, permite gerir de forma mais eficaz os pagamentos mensais.

Conheça melhor os tipos de empréstimos existentes no mercado

2 – Contactar o banco: Depois de levar em consideração as taxas de juros aplicadas em cada modalidade, e de ponderar qual será a melhor escolha para o seu perfil é hora de contactar um banco e preencher a proposta. Os documentos solicitados, geralmente são CPF, RG, comprovativo de rendimentos e de residência. Os restantes documentos variam dependo da modalidade que escolher.

3 – Análise do crédito: o banco irá analisar a proposta com base no histórico de consumidor. Irá verificar se há casos de inadimplência e se os rendimentos são suficientes para arcar com o pagamento das parcelas.  O potencial de pagamento também é avaliado, através dos extratos de movimentação bancária.

4 – Crédito liberado: Se o banco aprovar a sua proposta, o dinheiro normalmente será depositado dentro de 48 horas. É preciso ter atenção ao valor das parcelas. O empréstimo vai servir para auxiliar o pagamento de dívidas, por isso tenha atenção se os juros não são maiores do que o da soma das dívidas atuais.

Antes de fazer um empréstimo para pagar dívidas, atenção:

É  boa ideia para quem se endividou de forma planejada, para quem tem controle sobre aquilo que gasta e pretende tornar o pagamento das dívidas algo prático e menos dispendioso.

É má ideia para quem tem problemas de gestão do dinheiro. Se unificar o crédito irá possibilitar que você contraia novas dividas então não é boa ideia. Porque o que seria solução acaba tornando em um problema ainda maior. Neste caso, o melhor é começar a controlar melhor o orçamento, organizar os pagamentos mensais e evitar compras por impulso.

Reorganização Financeira

Ao conseguir um empréstimo para pagar dívidas é importante começa a se organizar financeiramente. Um passo muito importante para isso é construir um plano de gastos que evite a aquisição de coisas supérfluas, como vestuário e tecnologia. Além disso, é bom começar a reconstrução do seu poder de compra a crédito. O ideal é fazer o cadastro positivo e manter suas contas adimplentes (em dia) nos seus credores.

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Tenha um cartão de crédito e pague em dia. Se não tiver todo o valor para quitar a fatura do mês, prefira o cheque especial ao rotativo do cartão, pois a primeira opção tem taxas de juros menores.