Clara Grizotto
Clara Grizotto
28 jul, 2017 - 02:16
empréstimo para desempregado

Empréstimo para desempregado, como conseguir?

Clara Grizotto

A dificuldade para comprovar renda é um dos empecilhos do empréstimo para desempregado. Veja as modalidades de crédito para essa e outras situações.

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O período de vacas magras na economia brasileira tem feito muita gente pensar em recorrer ao empréstimo para quitar dívidas e sair do sufoco ou até para dar início a um negócio próprio. O problema, no caso do empréstimo para desempregado, é a dificuldade para comprovar renda, que faz com que as instituições financeiras pensem duas vezes antes de liberar o crédito.

Antes de pedir um empréstimo pessoal é preciso avaliar todas as condições oferecidas pelas instituições financeiras, desde taxas de juros até valores de parcelas, prazos e CET (Custo Efetivo Total). Vale frisar que um pedido de empréstimo para desempregado pode sair mais barato do que entrar no cheque especial, por exemplo, sendo necessário avaliar os riscos e vantagens dessa decisão para que não existam aborrecimentos futuros.

O microcrédito é uma alternativa para quem está sem trabalhar e precisa de crédito. Os empréstimos são de baixo valor e com taxas menores de juros, geralmente dado pelo Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).

Documentos pessoais, como CPF, RG e comprovante de residência, além de indicações de contato, podem ser solicitados pela instituição bancária para decidir pela aprovação ou não do empréstimo.

Para aposentados e beneficiários do INSS, uma saída é o empréstimo consignado, cujas parcelas são descontadas diretamente no benefício e os juros são bem mais baixos que o empréstimo tradicional. Para a instituição financeira é uma vantagem, afinal, ela tem a garantia de que o consumidor vai quitar a dívida.

Facilita muito a aprovação do empréstimo para desempregado estar com o crédito positivo – ou seja, ter um score alto e bom histórico de pagamento. Já para desempregados negativados a situação é diferente.

Como conseguir aprovação de empréstimo

Empréstimo para desempregado negativado

A combinação dificuldade para comprovar renda + nome sujo torna as chances do empréstimo para desempregado ser aprovado bem menores, mas não impossível.

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Na verdade, o que diminui são as instituições financeiras dispostas a assumir o risco, e as que restam, no geral, cobram taxas de juros altíssimas; algumas podem oferecer o microcrédito como forma do desempregado se estabilizar, com taxas de juros menores e possibilidade de começar a pagar mais para frente.

Outra solução é buscar um empréstimo para desempregado com agiota, mas tenha ciência de que a taxa de juros cobrada poderá ser altíssima e comprometer ainda mais suas finanças. O ideal é tentar regularizar a
situação do seu crédito – renegociando dívidas e pagando em dia, por exemplo – para conseguir o microcrédito com empresas e instituições financeiras credenciadas confiáveis.

Empréstimo pessoal para autônomo

Já o trabalhador autônomo tem mais facilidade para conseguir um empréstimo. Isso porque, mesmo sem poder comprovar renda em alguns casos, ele pode apresentar o extrato de uma conta corrente com movimentação para provar que tem condições de pagar a dívida. Assim como nos outros casos, o banco vai analisar o score, o histórico de pagamento, a renda mensal média e outros pontos para decidir se libera ou não o empréstimo.

Além do extrato bancário dos últimos meses, será necessário apresentar documentos pessoais, como CPF, RG e comprovante de residência, e o comprovante de Imposto de Renda. Algumas instituições podem restringir o
valor do crédito devido à falta de salário médio e diminuir o número de parcelas, já que o credito será menor.

Vale frisar que o empréstimo consignado não vale para trabalhadores autônomos, pois nessa modalidade o salário é colocado como garantia de pagamento. Ele só vale para funcionários públicos, trabalhadores de
empresas privadas e pensionistas do INSS.

Como consultar seu score gratuitamente para conseguir empréstimo

Empréstimo pessoal no carnê

Como alternativa aos empréstimos descontados diretamente na conta corrente ou no cartão de crédito, o empréstimo no carnê exige que o cliente tenha renda comprovada e não possua restrições de crédito.

Trabalha com quantias de dinheiro menores, geralmente menos de R$ 1 mil para empréstimos e R$ 5 mil para refinanciamentos, e com parcelamento em até 15 vezes. É exclusivo para pessoas que não possuem talão de cheques, sem que haja necessidade de declarar o motivo do empréstimo.

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