Economia brasileira: Brasil tem baixa recorde na taxa de desemprego

Crescimento da economia brasileira e maior rendimento familiar proporcionou aos jovens a possbilidade de retaradar a entrada no mercado de trabalho, e aos idosos e mulheres de pararem de trabalhar.

A última Pesquisa Mensal de Emprego – PME, realizada em novembro pelo IBGE, revelou a menor taxa de desemprego da história da economia brasileira. O taxa recorde é de 4,6% de desempregados em seis das principais regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. 

Apesar do dado ser positivo para a economia brasileira, a reduzida taxa de desemprego não se explica pela criação de novos postos de trabalho. A verdade é que há um número mais elevado de pessoas inativas, que não trabalham e que não buscam emprego. Além do aumento de pessoas que deixaram o mercado de trabalho, seja porque se aposentaram ou por outro motivo qualquer, há também uma maior demora dos jovens a começar a busca por emprego e a entrar no mercado. 

Para o IBGE, uma das explicações para este fenômeno, que não é propriamento negativo, é o aumento dos rendimentos familiares, que possibilita aos idosos, mesmo ainda antes da idade de se aposentar, entrar para a inatividade, assim como possibilita aos jovens o retardar a busca um emprego e aumentar o tempo de estudos. Da mesma forma, com um rendimento familiar maior, há mais mulheres que estão preferindo parar de trabalhar para dedicar-se aos filhos. 

De acordo com os dados do IBGE, nos últimos meses houve uma significativa saída de pessoas com mais de 50 anos do mercado. Hoje, são quase 18 milhões de brasileiros que não trabalha e nem quer ter um emprego formal. Ou seja, é uma situação conjuntural, que tem a ver com o momento pelo qual está passando a economia brasileira.

No entanto, ao analisar a situação, a conclusão do IBGE é que se este número de pessoas inativas estivesse em busca de trabalho, a taxa de desemprego no país hoje, mesmo com o crescimento da economia brasileira, seria muito maior.

Leia também » O preço do crescimento da economia brasileira.

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