Desemprego no Brasil: taxa atual é de 10,9% e só deve subir em 2017

Desemprego no Brasil chega a 10,9% e deve aumentar mais durante o ano. Taxa só deve cair em 2017.

O desemprego no Brasil atingiu a marca de 10,9% no primeiro trimestre deste ano, o que representa 11,1 milhões de pessoas. Houve uma alta dessa taxa em todas as regiões do país, em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Qual a taxa de desemprego no Brasil em 2016

A taxa de 10,9% já é a maior registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e deve chegar aos 12%, ainda este ano. Especialistas avaliam que mesmo que o novo governo implante medidas para que essa porcentagem não aumente, o nível de desocupação só deve começar a cair no segundo semestre de 2017.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que a taxa de desemprego no Brasil pode chegar até mesmo a 14%, caso a confiança dos agentes econômicos não seja restaurada. No entanto, ele garantiu que o governo tomará medidas para que não chegue a este nível. O presidente em exercício Michel Temer já havia afirmado anteriormente, logo que assumiu o cargo interinamente, que a redução do desemprego no Brasil é seu principal objetivo. Para isso, o governo aposta no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que deve ser lançado em breve. O projeto busca destravar as concessões, privatizações e parcerias público-privadas de infraestrutura como forma de criar empregos e gerar renda.

Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego mais alta de janeiro a março deste ano foi a do Nordeste. No primeiro trimestre de 2015, a porcentagem passou de 9,6% para 12,8%, no mesmo período deste ano.Áreas mais afetadas

No Sudeste, onde se reúne o maior número de trabalhadores do país, a taxa subiu de 8% para 11,4%; no Norte, o aumento foi de 8,7% para 10,5%; no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%; e no Sul, de 5,1% para 7,3%.

Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2015, as taxas haviam sido de 10,5% no Nordeste, 9,6% no Sudeste, 8,6% no Norte, 7,4% no Centro-Oeste e 5,7% no Sul.

Desemprego nos Estados

Considerando os estados, as maiores taxas de desemprego no primeiro trimestre se concentraram na Bahia (15,5%), Rio Grande do Norte (14,3%) e Amapá (14,3%). Já as menores porcentagens foram observadas em Santa Catarina (6%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Rondônia (7,5%).

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