Desemprego castiga os profissionais mais qualificados

Pesquisa afirma que no último ano, o índice de desemprego foi maior para profissionais mais qualificados e com mais nível de instrução do que as demais carreiras.

De acordo com a pesquisa feita pela Divisão Econômica da CNC, a pedido da Agência Estado, os profissionais qualificados e com diploma estão sofrendo com a crise atual no mercado de trabalho. A demissão de profissionais com curso superior chegou a 10,8% nos 12 meses calculados a partir de março do ano passado, o que significa que 1,014 milhão de pessoas com alto nível de instrução no período de um ano foram dispensadas.

Entenda por que o desemprego é maior para profissionais qualificados

Em contra partida, o mesmo problema não ocorre com os profissionais com menos instrução, embora o desemprego tenha atingido todas as classes. Entre os empregados analfabetos, as demissões caíram 9,3% em relação a março do ano passado; para quem tem ensino fundamental completo, o índice de desemprego recuou 13,3% e para quem tem ensino médio completo, foi de 4,0%.

Em um levantamento foi feito com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), as carreiras que exigem diploma de nível superior, entre as carreiras que foram mais atingidas estão os administradores de empresas, avaliadores e orientadores de ensino, professores de pedagogia, engenheiros civis, programadores, advogados e os engenheiros industriais e de produção.

A carreira que mais foi afetada com a crise foi a de administrador de empresas, pois registrou um corte de 26.244 profissionais durante um ano. Nesse mesmo período perderam seus postos de trabalho 17.623 engenheiros civis, 10.616 advogados e 3.672 arquitetos.

Para tentar reverter o quadro, haverá que ter mudanças nas atitudes dos empresários, pois, devido crise, muitos investidores estão preferindo não apostar em novas empresas.

A recessão econômica se deu também por causa do número de estabelecimentos que foram fechados. E contra partida, as empresas que ainda estão abertas buscam por manter apenas os serviços essenciais, como limpeza e segurança.

O índice de desemprego nos serviços de profissionais técnicos caiu 8,5% em relação a março do ano passado. Nessa categoria inclui também serviços de consultoria, arquitetura, urbanismo e design, engenharia, jurídicos, auditoria, publicidade e propaganda, contabilidade. Essas especialidades estão no ranking das áreas que mais dispensaram funcionários.

Os serviços de engenharia que dependem de decisões de investimentos das empresas e do governo foram mais afetados, principalmente nos setores de óleo e gás. Muito desses profissionais estão migrando para funções que não requerem um nível de instrução alto ou qualificação específica como saída para enfrentarem a crise.

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