Quando vale a pena fazer a conversão do carro para GNV – gás natural veicular?

Conheça as vantagens do gás natural veicular, o GNV, perante o etanol e a gasolina, e quando vale a pena converter um carro para esse combustível.

Converter um veículo para GNV é o procedimento padrão entre motoristas brasileiros, principalmente os que trabalham com transporte de passageiros. O principal motivo que leva donos de veículos a instalarem cilindros de gás natural veicular em seus carros é a maior economia.

Se você quer saber mais sobre o gás natural e em que momento compensa converter seu veículo, continue a leitura.

Qual combustível compensa mais?

As características do GNV

O Gás Natural Veicular está presente nos carros brasileiros desde o ano 2000. Embora já bastante difundido, nem todas as cidades brasileiras encontram-se postos, o que restringe seu uso.

Por equivalência, cada metro cúbico de gás corresponde a 1,22 litros de gasolina. Por sua vez, a mesma medida é igual a 1,35 litros de etanol.

Um dado curioso a respeito desse combustível é que, em 2006, ele motivou a criação do único veículo chamado tetracombustível do Brasil, o Fiat Siena Tetrafuel. Movido a gasolina comum, gasolina E25 (mistura com álcool), etanol e GNV, não tardou muito para ser considerado apenas um carro movido a gás.

Voltando às características do gás veicular, se comparado com a gasolina, ele apresenta como principal diferença o tempo de queima. Se comparada com a mistura ar/gasolina, a mistura ar/GNV demora mais para entrar em combustão. Por isso, a ignição dos carros movidos a gás nem sempre é imediata, uma vez que a centelha pode não ser suficiente para gerar a força necessária para a partida.

Uma forma de compensar isso é a antecipação da centelha das velas, por intermédio do variador de ponto de ignição. Outro ponto importante a se destacar é a segurança. Quando instalado em oficinas credenciadas, o cilindro de gás é totalmente à prova de acidentes. Apenas quando feita por pessoas sem preparo que o cilindro pode representar risco de explosão ou algum acidente causado por escapamento de gás.

Quais os requisitos para poder instalar

Praticamente todos os carros de passeio nacionais aceitam a instalação de cilindros de gás natural. O tamanho dos cilindros varia entre 7,5 m³, 15m³, 17m³, 21m³ e 24,5m³. Veja o quanto cada um corresponde em litros de etanol quando completamente abastecido:

  • 7,5 m³ – 10 litros de gasolina / 13 litros de etanol
  • 15m³ – 21 litros de gasolina / 28 litros de etanol
  • 17m³- 25 litros de gasolina / 31 litros de etanol (é mais comprido que de 21m³)
  • 21m³ – 19 litros de gasolina / 25 litros de etanol
  • 24,5m³ – 22 litros de gasolina / 30 litros de etanol

Antes de instalar, é necessário verificar o quanto de espaço o cilindro escolhido vai ocupar no porta malas. A equivalência entre os combustíveis pode variar em função do motor ou porte do veículo.

Quando compensa o kit gás

É bastante comum, em grandes centros urbanos, a presença de carros movidos a GNV nas ruas, principalmente os que são usados para transporte de passageiros. A massificação do gás veicular em táxis não é por acaso, afinal, o gás compensa mais para quem roda grandes distâncias.

Além do consumo por metro cúbico representar uma economia de até 66% em relação à gasolina, o rendimento em km/m³ é maior do que em km/l. O que deve ser considerado, no entanto, é o retorno sobre o investimento feito na instalação do kit gás.

Carros flex que dão mais problemas

Em média, o custo de instalação de um cilindro pode chegar a cerca de R$ 4 mil. Quando o carro roda muito, o retorno necessariamente é mais rápido. Entretanto, para motoristas que usam pouco o carro, esse valor pode demorar mais a ser percebido em economia.

Dessa forma, o importante é você saber o quanto roda com o carro por dia, e calcular o tempo para ver o valor gasto na instalação ser compensado. GNV é sem dúvida mais econômico, desde que seu carro não seja apenas um enfeite na garagem.

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