Conta conjunta ou separada: o que é melhor para a vida do casal?

Dinheiro é assunto sério dentro da relação, então quanto antes vocês discutirem se preferem uma conta conjunta ou separada menores serão os danos.

O dinheiro é um dos principais motivos para divórcio no mundo todo. Não, não estamos falando de casamentos por interesse, e sim da dificuldade do casal de gerir as finanças – ou pior, esconder uma dívida ou gastar o que

não pode. A questão da conta conjunta ou separada surge logo no início do matrimônio, quando o par ainda tenta encontrar a solução mais adequada para suas necessidades e estilo de vida.

Para essa questão não há certo ou errado, e sim os prós e contras de cada alternativa. O que é imprescindível, em qualquer relação, é que ambos sejam sinceros um com o outro sobre seus rendimentos, gastos, dívidas,
investimentos, poupança e áreas onde costumam esbanjar mais. Isso deve ser abordado antes mesmo do casamento para que ninguém mude de status sem saber aonde está entrando. Só depois vocês poderão pensar em como administrar o dinheiro do casal.

Para ter conta conjunta precisa estar casado?

Prós e contras da conta conjunta

Na questão entre conta conjunta ou separada, a primeira opção pode soar mais vantajosa para os casais que vivem apenas de uma renda. A administração financeira fica mais fácil, os gastos ficam organizados e não
será necessário solicitar ao par que faça depósitos frequentes sempre que o dinheiro acabar.

Ela também é vantajosa para pagar despesas domésticas e cotidianas, como supermercado e contas de luz, água e gás. O problema surge quando o casal deposita seus rendimentos em apenas uma conta e um é mais descontrolado que o outro nos gastos, o que pode, inclusive, desgastar a relação.

Ter que explicar cada gasto pode ser exaustivo para os dois, além de tirar a independência individual. Imagine, por exemplo, ter que explicar porque você gastou R$ 15 a mais que o usual no almoço, ou falar sobre aqueles R$ 30 que você gastou a tarde no shopping? Sinceridade é essencial numa relação, mas podar a independência de cada um é cansativo e nocivo à relação.

Além disso, a conta conjunta pode ser um catalisador de brigas, já que falar sobre dinheiro, em geral, gera estresse. É claro que o casal deve falar sobre segurar as pontas ou fazer um novo investimento, e essa
discussão vai além da conta conjunta ou separada, mas se o dinheiro se torna assunto recorrente a relação pode ir mal.

Uma boa solução, segundo especialistas, é criar uma conta poupança conjunta para os sonhos do casal. Se os dois pretendem viajar, comprar uma casa ou investir na faculdade dos filhos é mais vantajoso que cada um deposite uma quantia mensal de suas contas individuais – proporcional aos rendimentos de cada um – do que dividir uma conta conjunta para todas as despesas.

E em caso de divórcio?

Tudo depende do regime de bens adotado pelos dois, mas se o casal opta pela conta conjunta fica difícil provar de quem eram os rendimentos depositados. Dessa forma, todo o dinheiro será dividido igualmente entre os dois, independente de quem recebia a grana – e nem adianta tentar despistar investindo em imóveis ou carros, por exemplo, já que o banco apresenta o extrato da conta.

Estes são os principais motivos de briga entre os casais

Conta separada

A principal vantagem de manter as contas separadas é a independência de cada um, que pode gastar como bem entende e sem dar satisfações ao parceiro, o que, por si só, já ajuda a diminuir as brigas. Mas antes de
decidir pela conta conjunta ou separada saiba que a última opção também exige muitos acordos e diálogos entre o casal.

O ideal é que as contas sejam divididas proporcionalmente ao que cada um recebe, e que esse assunto seja discutido novamente todas as vezes que houver mudanças nos rendimentos, seja por aumento do salário ou demissão. Obviamente cada um deve cumprir com suas obrigações e não atrasar pagamentos para evitar juros e estresses.

Independente do sistema adotado, o casal deve ter um orçamento definido do quanto pode gastar no mês e se atentar às áreas que precisam de cortes, além e ser transparente um com o outro – principalmente quando houver dívidas, algo que pode ser encarado como quebra de confiança se não for relatado.

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