Como se preparar para o ENEM passo a passo

Veja como se preparar para o ENEM esse ano. Dicas de métodos de estudos, estratégias com maior e menor relevância e o que a prova cobra.

Na hora de estudar para o vestibular, toda informação é pouca. Mas a tarefa mais difícil é filtrar toda essa informação e desenvolver uma rotina de estudos capaz de abranger tudo o que pede a prova. Falamos mais especificamente do Exame Nacional do Ensino Médio. A preparação pode começar no começo ou no meio do ano. Vamos explicar como funciona a prova e como se preparar para o ENEM .

Como se preparar para o ENEM: estrutura da prova

O nosso Ensino Fundamental serve, como diz o próprio nome, para fundamentar todos os conceitos que serão aprofundados no Ensino Médio. O ENEM serve tanto para aferir o desempenho dos alunos e das escolas, quanto como processo de aprovação – parcial ou integral – em faculdades, pelo ProUni ou pelo SiSU. A prova do ENEM condensa todo esse conhecimento em 4 áreas, divididas em 180 questões e uma redação, e em dois dias de prova:

  • Linguagens, códigos e suas tecnologias: Gramática e interpretação de texto, língua estrangeira moderna, artes, literatura, educação física e tecnologias da informação.
  • Matemática e suas tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas tecnologias: Química, Física e Biologia;
  • Ciências Humanas e suas tecnologias: História, Geografia, Filosofia, Sociologia e conhecimentos gerais.

O aluno vai ser avaliado de acordo com quatro critérios, em todas as áreas do conhecimento: dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas. As questões são baseadas nesses parâmetros e a redação é corrigida também com base neles. Agora que já entendeu como é a estrutura da prova, saiba como se preparar para o ENEM esse ano.

Psicólogos americanos desenvolveram um estudo sobre a eficácia dos métodos de estudos e os classificaram entre utilidade baixa, moderada e alta. Isso vai servir como guia para que você saiba ao que dar prioridade na hora de decidir como se preparar para o ENEM durante esse ano.

  • Utilidade baixa: reler os textos sucessivamente, associar imagens e textos, associações mnemônicas (de memória), grifar textos e fazer resumos;
  • Utilidade moderada: estudar conteúdos intercalados, explicar o conteúdo para si mesmo e elaborar perguntas;
  • Utilidade alta: prática distribuída de estudos e realização de testes práticos.

É claro que o método de aprendizado vai variar de acordo com o aluno. Alguns podem se sentir mais confortáveis e confiantes com a elaboração de resumos. No entanto, dar prioridade à organização dos estudos com tempo – e sem estudar às vésperas – e realizar testes para medir os conhecimentos são as melhores formas de como se preparar para o ENEM esse ano. Por quê?

Estabeleça um plano de estudos

Antes de colocar a cara nos livros – ou no computador -, fazer um plano de estudos é o primeiro passo de como se preparar para o ENEM. Comece estabelecendo um planejamento da sua rotina de estudos e afixando-o esse roteiro num quadro visível.

Analise todas as suas tarefas no dia e anote-as, considerando o tempo de cada uma. Tome nota também dos seus períodos de descanso e pausas para refeição. Um bom plano de estudos é aquele rico em informações, onde o candidato tem total controle sobre seus afazeres, e consegue estabelecer com precisão o tempo disponível para se dedicar ao conteúdo programático.

Durante a montagem do plano estudos, saiba definir as prioridades. Se você tem nas mãos aquelas matérias que julga serem fáceis, coloque-as em último lugar, ou com tempo mais reduzido de estudo, priorizando sempre aquele conteúdo que tem mais dificuldade.

Realize testes e simulados

Se você não tem a oportunidade e o tempo de fazer cursinho, procure material de apoio na internet para estudar e realizar simulados online. Hoje, já é possível encontrar opções gratuitas. Nas bancas, também há publicações dedicadas a simulados e conteúdos do ENEM.

A realização dos testes faz com que o aluno saiba quais foram os seus erros e onde pode melhorar. Diferentemente de fazer um resumo ou explicar a si mesmo o conteúdo, é só o teste que é capaz de auferir o seu nível de conhecimento. Por isso, além de ter uma rotina de estudos definida, procure sempre realizar simulados e observar a sua evolução e onde pode fazer melhor.

A cada semana, reserve duas horas do seu dia para resolver as questões de provas anteriores. Siga esse cronograma pelos 6 meses que antecedem a prova. Determinar um tempo para a resolução das perguntas é também uma forma de ir se condicionando a respeitar o relógio, já que no dia da prova a pressão aumenta a dificuldade em respeitar prazos.

Não se pressione

Existe muita pressão da família e até de nós conosco mesmos enquanto estudamos para realizar uma prova importante. Você deve relaxar. Se começar a estudar antes do fim do primeiro semestre e tiver uma rotina definida, vai sobrar tempo para o lazer com os amigos e com a família. Quanto maior a pressão, menor a probabilidade de afixar os conteúdos na memória a longo prazo.

Na hora de estudar, o autoconhecimento conta pontos a favor. Procure estabelecer seus horários de estudos em períodos em que você costuma render mais, caprichando nas horas de sono para se revigorar. Se o ápice da sua energia está no período da manhã, ajuste seu cronograma para tal, priorizando matérias mais difíceis para esses horários; a lógica se aplica também a pessoas vespertinas e noturnas.

Faça resumos, mas não decore

Embora os resumos não sejam muito indicados como a única forma de estudo, isso não significa que sejam inúteis. Pelo contrário: ao organizar a sua rotina, comece fazendo resumos do conteúdo e dos pontos principais. Quando precisar voltar ao assunto, você poderá usar os resumos como apoio na sua organização. Uma boa solução é fazer fichamentos: a cada capítulo que concluir, fiche a leitura destacando os principais pontos sem copiar o texto ou decorar o conteúdo, ok?

Aqui também é válida a dica do autoconhecimento. Enquanto algumas pessoas têm aprendizado visual, outras assimilam melhor o conteúdo enquanto escrevem ou escutam. E você, qual o seu tipo? Pessoas mais auditivas, por exemplo, podem ler os resumos em voz alta, ou gravar sua leitura para ouvir depois, como em um podcast. Com criatividade, é possível tornar a hora do estudo mais dinâmica, e com isso fixar melhor as informações.

Atualize-se

Além das nossas competências básicas e do que aprendemos na escola, o ENEM vai nos confrontar com questões atuais e especialmente as polêmicas e assuntos que não necessariamente são notícias explícitas, mas fazem parte do contexto social do Brasil e do mundo. Desde o começo do ano, procure anotar os assuntos mais discutidos do mês e fazer um panorama resumido das questões sociais e econômicas do país e do mundo sendo imparcial. Quanto mais recorrentes forem os temas, mais preparado você estará para a prova.

Escreva e reescreva

Como mencionado, o ENEM vai avaliar a capacidade do aluno de dominar linguagens (ortografia, gramática), compreender fenômenos (estar atualizado, interpretar e redigir a respeito do que foi pedido), enfrentar situações-problema e propor soluções. Sempre que escrever uma redação, avalie se atingiu todos esses quesitos. A conclusão é a parte onde você apresentará uma proposta de intervenção para atenuar o problema. Por isso, capriche.

Se tiver algum amigo, parente ou mesmo professor com disponibilidade e capacidade técnica para avaliar sua redação, peça uma opinião. Certamente um ponto de vista de um profissional de linguagem ou ao menos alguém com mais familiaridade sobre o tema lhe será de grande utilidade para aperfeiçoar sua redação.

Saia para estudar

Não vale sentar no sofá da sala em frente à TV quando for começar a estudar. Uma maneira de aguçar os nossos processos mnemônicos é alterar o local de estudo de vez em quando. Vale visitar uma biblioteca, um centro cultural, na sua escola, numa faculdade ou num parque. Todos esses locais costumam ter um ambiente de estudos aberto ao público e com clima agradável. Mas por que mudar os ares?

Quando estudamos em um local diferente, estamos menos expostos a menos estímulos que possam desviar a nossa atenção. E, quando nos lembramos do local onde estávamos enquanto víamos aquele tema, temos mais facilidade em lembrar todo o conteúdo que foi aprendido em um ambiente diferente de casa.

Alimente-se bem

É cientificamente comprovado que uma boa alimentação e nutrição adequadas auxiliam no processo de aprendizagem dos seres humanos, sem distinção de idades. Sempre que ficamos sem comer, a fome faz com que o organismo não nos deixe pensar com clareza, nos deixa impacientes, irritados e prejudica os processos cognitivos do cérebro. Com pouca energia, o primeiro gasto “supérfluo” que o nosso organismo corta é a capacidade de aprender. Quer saber como se preparar para o ENEM? Enquanto estuda e quando realiza as provas, tenha sempre à mão água e alimentos que forneçam energia – o chocolate (moderadamente) é uma boa pedida.

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