Como sair das dívidas com oito passos simples

As contas se acumularam e você entrou em inadimplência? Veja dicas simples que podem ajudar a sair das dívidas e recuperar o fôlego financeiro.

Com a crise financeira, infelizmente muitos brasileiros se endividaram, perderam emprego e viram seu rendimento mensal cada dia mais limitado. Veja dicas eficazes e saiba como sair das dívidas.

Como sair das dívidas

É preciso disciplina para tomar novamente as rédeas da sua vida financeira, sair da inadimplência e recuperar o fôlego financeiro. Veja oito passos que podem ajudar a acabar com as dívidas.

1. Descubra o tamanho do problema

Faça um mapeamento das suas dívidas. Veja quanto está devendo, a quem está devendo e quais são as taxas de juros de cada dívida. Ao fazer isso, você irá primeiro conferir se os valores que estão sendo cobrados são justos e estão dentro do contrato que você assinou. Em segundo lugar, você irá organizar as suas dívidas de forma a pagar primeiro aquelas que têm os juros mais altos e evitar que essa bola de neve aumente cada dia mais.

2. Coloque tudo em planilhas

Há uma série de planilhas e aplicativos gratuitos na internet que podem ajudar nessa organização. Coloque todas as suas contas e dívidas em planilhas, onde também deve constar o seu rendimento mensal. Tenha total visibilidade de quanto você ganha e de quanto gasta.

3. Renegocie as suas dívidas

A melhor maneira de evitar que um débito atrasado vire uma grande dívida e se transforme numa bola de neve que arrasa com as suas finanças, é renegociando. As empresas normalmente têm todo o interesse de negociar, e oferecem uma série de facilidades como descontos para o pagamento à vista ou parcelamento.

Renegociando a dívida, você verá que pode pagar menos do que os números altos analisados no mapeamento feito.

4. É preciso economizar

De acordo com os especialistas, sempre é possível poupar. Normalmente nosso dinheiro é empregado com 3 tipos de gasto: essencial, supérfluo e desperdício.

  • O gasto essencial é aquele que não conseguimos cortar, como o gasto com aluguel, com alimentação, com contas, etc. Mas é possível reduzir os gastos. Faça uma reunião em família, exponha o problema e peça a colaboração de todos para: economizar nas contas de água e luz, reduzir os gastos com alimentação (cobrando produtos de marcas mais baratas, por exemplo), reduzir o valor pago pela internet mensalmente (diminuindo o pacote pago), reduzindo gastos com faxineira (e colocar todo mundo para colaborar), etc.
  • Os gastos supérfluos precisam ser diminuídos ou cortados, dependendo do quanto você precisa economizar. É preciso frear o consumo e apertar os cintos durante algum tempo para recuperar a saúde financeira. A prioridade, antes de continuar comprando, é pagar as dívidas.
  • O desperdício precisa ser cortado. O dinheiro que está sendo jogado fora pode fazer toda a diferença, e muitas vezes nem nos damos conta de quanto dinheiro é desperdiçado. Desperdício de comida, de luz, de água, de consumíveis em geral, compras por impulso, etc., tudo isso deve ser racionalizado. O seu bolso e o planeta agradecem.

5. Crie o hábito de anotar tudo que gasta

Você só vai saber direito com o que está gastando o seu dinheiro (e o que pode ser cortado ou reduzido em seus gastos) se anotar tudo que gasta. Parece chato, parece muito controlador (e é mesmo), mas é necessário e depois de um tempo você se habitua e isso se torna algo normal, de praxe.

Isso vai te ajudar a perceber onde você está gastando mais dinheiro do que imagina. Você pode organizar os gastos numa planilha do Excel ou – o que é ainda mais fácil – utilizar aplicativos de controle financeiro.

6. Compre usando dinheiro e evite o parcelamento

Por mais que o cartão de crédito e as compras parceladas ajudem e muito a nossa vida, eles facilitam também o endividamento. Sempre que possível, pague em dinheiro.

Os lojistas costumam preferir receber em dinheiro (já que não têm que pagar taxas à operadora da máquina de cartão), e podem fazer pequenos descontos para o pagamento em espécie. Tendo uma quantidade de dinheiro na carteira, você evita abusos e melhora o controle do dinheiro. Ao pagar no cartão, muitas vezes perdemos a noção dos gastos. Ver o dinheiro em papel sair do bolso, dá uma concreta percepção de quanto se está gastando.

O parcelamento é um vilão cotidiano. Nós estamos habituados a pensar somente no valor da parcela e pensar “essa parcela cabe no meu orçamento, afinal são só 30 reais por mês”. São 30 reais que se somam a tantas outras pequenas parcelas e no final se tornam um grande bolo e com juros, principalmente se você não conseguir honrar o compromisso e pagar em dia. Portanto, se você está em processo de pagamento de dívidas: compre à vista e em dinheiro, nem que você precise juntar antes de pagar.

Outro hábito que você deve manter para economizar é ficar de olho nas promoções. Seja no supermercado ou em itens de utilidade diária, comprar produtos que estão em oferta faz toda a diferença no seu orçamento no fim do mês. Sabe aqueles folhetinhos com os produtos em promoção da semana no supermercado? Fique de olho neles, a economia pode ser superior a 30% no fim do mês.

7. Peça um empréstimo a juros baixos

Se a sua dívida é com cartão de crédito ou cheque especial, você deve estar pagando juros altíssimos, pois essas são as modalidades com os juros mais altos do mercado. Você já pensou que pode trocar esse juros altos por outro mais baixo pedindo um empréstimo? Considere pedir um empréstimo consignado ou empréstimo com garantia. Estas são algumas das modalidades com menores taxas.

Empréstimo para pagar as dívidas vale a pena?

8. Reorganize-se financeiramente

Tenha atenção para não cometer os mesmos erros novamente. Mantenha as medidas de equilíbrio financeiro aprendidas no período de economia para sair das dívidas. Não adianta nada você se controlar, pagar as dívidas e depois abrir as mãos e se desequilibrar novamente, gastando de forma descontrolada.

Você pode retomar o seu consumo e o seu conforto que foram cortados na época da economia, mas aos poucos, e com sabedoria, vendo o que é realmente importante para você (e se isso cabe em seu orçamento) e o que é dispensável.

Quitei a dívida, meu nome está limpo?

Se você quitou todas as dívidas, as empresas tem no máximo 5 dias para para retirar seu nome dos órgãos de proteção ao crédito. Para saber se o seu nome está limpo, você pode consultar o seu CPF pelo Cadastro Positivo do Serasa Experien, SCPC e Boa Vista online gratuitamente.

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