Heloísa von Ah
Heloísa von Ah
13 jul, 2017 - 01:06
como loja colaborativa

Como montar uma loja colaborativa

Heloísa von Ah

Está começando agora o seu próprio negócio? Então conheça as vantagens de alugar um espaço em loja colaborativa e saiba como se manter competitivo.

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Você pode até já ter ouvido falar sobre ela; com outros nomes ou roupagens, a finalidade sempre será a mesma. O conceito de loja colaborativa começou lá fora, e hoje se espalha por diversas cidades pelo Brasil como uma solução mais que viável para quem não dispõe de dinheiro ou estoque suficiente para manter uma loja física.

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Como funciona uma loja colaborativa

Geralmente direcionada a pequenos empresários ou ramos mais independentes como artesãos, o conceito de loja colaborativa consiste em disponibilizar ao pequeno produtor o aluguel de pequenos nichos dentro de espaços físicos ou virtuais organizados. Dessa forma, permite-se expor suas criações bem como comercializar produtos sem dispender de muito dinheiro; o que seria necessário, caso quisesse abrir sua própria loja.

Além da exposição dos produtos, cada loja conta com determinado número de vendedores, responsáveis por intermediar a venda. Outras, mais ousadas, dispõem ainda de espaços de convivência, com bares, coworking, aulas diversas, jogos e cafés para atrair o público em questão, realizando eventos esporádicos por lá.

Em uma loja colaborativa os espaços dedicados à cada um dos produtores são separados por araras, nichos, boxes ou mesmo prateleiras, concentrando todos eles dentro de uma mesma loja. Para fazer parte de um desses espaços, é cobrado um aluguel sobre a área individual ocupada. Existem ainda lojas desse tipo que incidem taxas por fora do aluguel, como taxas sobre vendas, ICMS, taxas administrativa ou mesmo pelo uso do cartão de crédito. Para fazer um bom negócio, informe-se sobre a política de cada uma delas, número de vendedores x demanda e localização da loja antes de assinar o contrato.

Por falar em contrato, as lojas colaborativas costumam fechar negócio com o produtor em questão somente em contratos de aluguel acima de três meses. Mas ainda assim existem ofertas a partir de um mês.

Legislação para loja colaborativa

A massiva maioria do público que procura por uma loja colaborativa está interessado em produtos criativos e diferenciados. Entretanto, caso o produtor esteja comercializando produtos perecíveis (como brigadeiros, cupcakes e outros) ou elementos de legislação específica (bebidas alcoólicas e tabaco, por exemplo).

Sendo o produtor aceito pela loja colaborativa, este ficará limitado somente ao espaço à ele concedido pela caixa/arara/prateleira, impedido portanto de furar ou ultrapassar os limites da mesma. As lojas têm como norma o funcionamento diário, das 10h às 12h para os expositores e das 12h às 20h para o público.

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A decisão sobre qual marca pode permanecer na loja cabe ao consumidor final, funcionando da seguinte maneira: as vendas de determinada caixa são comparadas ao aluguel da mesma. Após três meses consecutivos de contrato, se as vendas forem menores que o aluguel, a marca fica impedida de renovar o contrato para o mesmo espaço por quatro semanas. Essa prática não é regra, mas é aplicada por diversas lojas colaborativas de sucesso, como no caso da Endossa.

Mais informações sobre a legislação podem ser encontradas através dos Canais de Comercialização do Sebrae.

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Lojas colaborativas online

Também conhecidos como marketplaces, existem outras maneiras de vender o seu produto sob um custo muito inferior ao de abrir uma loja física ou mesmo investir na sua própria loja virtual. Nesse caso, existem grandes plataformas que atuam em serviços de marketplace e outras menores, que abrem espaço para diversos empreendedores exporem seus produtos em vitrines virtuais em troca de taxas sobre as vendas realizadas.

A seguir, listaremos algumas opções para quem possui produtos diferenciados, criativos e espaços abertos para artesãos, estilistas e designers preferencialmente.

  • ButikAfrik: loja colaborativa especializada em produtos de vestuário e acessórios afro-brasileiros, a ButikAfrik conta com divulgação nas redes sociais e também através do aplicativo para Android;
  • Enjoei: trabalhando com marcas populares e peças estilosas, para criar uma lojinha no Enjoei é preciso ter diferencial, publicar boas fotos e sobressair. As transações podem ser feitas através do site ou do aplicativo (Android ou iOS);
  • Elo7: a Elo7 também funciona como uma espécie de loja colaborativa online, reunindo principalmente artesãos dentre seus expositores;
  • Etsy: seguindo o mesmo padrão da anterior, a Etsy é especializada na divulgação de artesanatos e itens vintage;
  • Tanlup: também voltado aos trabalhos manuais, a Tanlup abre espaço para produtores de moda, acessórios, decoração, papelaria, casamento e lembrancinhas diversas.
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