As 25 cidades mais violentas do Brasil em 2017

Saiba quais são as cidades mais violentas do Brasil, onde estão localizadas e quais os motivos que as colocam entre os locais mais perigosos do país.

A violência é um dos maiores problemas do nosso país. Segundo o mais recente estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre as 25 cidades mais violentas do Brasil, 19 estão na parte Norte e Nordeste do país.

Isso explicaria, em partes, as rebeliões que causaram uma grande crise na segurança pública do Brasil no início de 2017. A pesquisa propõe que a crise na segurança é resultado da má administração dos governos ao lidar com tal cenário de violência.

É importante ressaltar que outros fatores somam à má gestão, como o precário sistema penitenciário do país, além de políticas pouco efetivas para melhorar o assunto.

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As 25 cidades mais violentas do Brasil

Para chegar ao resultado de quais são as cidades mais violentas do Brasil, o índice Ipea analisa dois itens:

  • A taxa de homicídios do município;
  • O número de Mortes Violentas com Causa Indeterminada.

Na última análise, a cidade de Altamira, no Pará, chegou ao resultado 107. Ou seja, foram 107 mortes a cada 100 mil habitantes. E pelo número elevado, ela ficou em primeiro lugar na lista das cidades mais violentas do Brasil.

Em seguida aparece Lauro de Freitas, que fica na Bahia. Seu resultado foi de 97,7 mortes a cada 10 mil habitantes.

Veja a lista completa com as 25 cidades mais violetas o Brasil.

  1. Altamira – Pará – 107 homicídios a cada 100 mil habitantes
  2. Lauro de Freitas – Bahia – 97,7 homicídios a cada 100 mil habitantes
  3. Nossa Senhora do Socorro – Sergipe – 96,4 homicídios a cada 100 mil habitantes
  4. São José de Ribamar – Maranhão – 96,4 homicídios a cada 100 mil habitantes
  5. Simões Filho – Bahia – 92,3 homicídios a cada 100 mil habitantes
  6. Maracanaú – Ceará – 89,4 homicídios a cada 100 mil habitantes
  7. Teixeira e Freitas – Bahia – 88,1 homicídios a cada 100 mil habitantes
  8. Piraquara – Paraná – 87,1 homicídios a cada 100 mil habitantes
  9. Porto Seguro – Bahia – 86 homicídios a cada 100 mil habitantes
  10. Cabo de Santo Agostinho – Pernambuco – 85,3 homicídios a cada 100 mil habitantes
  11. Marabá – Pará – 82,4 homicídios a cada 100 mil habitantes
  12. Alvorada – Rio Grande do Sul – 80,4 homicídios a cada 100 mil habitantes
  13. Fortaleza – Ceará – 78,1 homicídios a cada 100 mil habitantes
  14. Barreiras – Bahia – 78 homicídios a cada 100 mil habitantes
  15. Camaçari – Bahia – 77,7 homicídios a cada 100 mil habitantes
  16. Marituba – Pará – 76,5 homicídios a cada 100 mil habitantes
  17. Almirante Tamandaré – Paraná – 76,2 homicídios a cada 100 mil habitantes
  18. Alagoinhas – Bahia – 75,7 homicídios a cada 100 mil habitantes
  19. Eunápolis – Bahia – 75,1 homicídios a cada 100 mil habitantes
  20. Novo Gama – Goiás – 75 homicídios a cada 100 mil habitantes
  21. Luziânia – Goiás – 74,7 homicídios a cada 100 mil habitantes
  22. Santa Rita – Paraíba – 74,1 homicídios a cada 100 mil habitantes
  23. São Luís – Maranhão – 73,9 homicídios a cada 100 mil habitantes
  24. Senador Canedo – Goiás – 73,7 homicídios a cada 100 mil habitantes
  25. Ananindeua – Pará – 70,2 homicídios a cada 100 mil habitantes

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Violência em números

Quando comparamos os números das cidades mais violentas do Brasil com outros lugares de perigo, temos uma ideia do quanto, infelizmente, estamos na frente nesse quesito.

Segundo o relatório do Ipea, em 2015 foram 59.080 vítimas de homicídios no país, totalizando uma média de 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes.

Para se ter uma ideia, isso significa que, a cada três semanas, 3,4 mil pessoas foram mortas no país, somando um número bem maios do que as vítimas de ataques terroristas realizados ao redor do mundo no primeiro semestre de 2017.

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Os motivos

Ate o fim da década de 90, o maior número de homicídios se concentrava em algumas poucas grandes metrópoles, em especial no eixo entre São Paulo e Rio de Janeiro, e em menor escala no Recife, Vitória e Belo Horizonte.

Alguns fenômenos foram apontados pelo relatório para explicar a mudança nas taxas:

  • O esgotamento do modelo de desenvolvimento econômico vigente, concentrado em poucas grandes metrópoles, que reorientou o fluxo de capitais e de mão de obra para novos locais, até então virgens em desenvolvimento;
  • A aprovação do Plano Nacional de Segurança Pública, junto com um Fundo de Segurança Pública, que contribuíram para melhorar as estruturas dos aparelhos de Segurança Pública dos estados mais violentos da época;
  • Ambos os fatores, potencializados pela guerra fiscal empreendida por diversos municípios para atrair investimentos, originaram a emergência de novos polos de desenvolvimento, que atraíram investimentos e fluxos populacionais, mas também criminalidade e violência, diante da virtual ausência das instituições do Estado, fundamentalmente as da Segurança Pública.

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