Carros flex que dão mais problemas

Os carros flex que dão mais problemas podem apresentar falhas no motor e problemas diretamente ligados ao menor poder calorífico do álcool.

Com a popularização dos motores bicombustíveis, crescem em proporção a quantidade de carros flex que dão mais problemas. Essas falhas, no entanto, nem sempre estão diretamente relacionadas à admissão de dois combustíveis.

Na verdade, como quase todo veículo hoje é flex, antigos defeitos que já eram comuns em carros monocombustível persistem em alguns modelos. Desde 2003, quando o Volkswagen Gol 1.6 Total Flex tornou-se o primeiro carro bicombustível do Brasil, muitas coisas mudaram, nem todas para a melhor. É o que você vai conferir a partir de agora.

3 problemas mais comuns nos carros flex

Os carros flex que dão mais problemas

Embora as falhas mais comuns detectadas em carros flex estejam relacionadas ao sistema de partida a frio, nem todos eles apresentam defeitos nesse sistema.

Os carros franceses, por exemplo, estão entre os campeões de carros flex que dão mais problemas em função de outras dificuldades. Entretanto, o primeiro modelo da nossa lista não é feito por uma montadora da França.

Ford Fiesta

Não são poucos os relatos de proprietários de Ford Fiesta com problemas em um componente fundamental para o funcionamento de carros flex, o tanque de partida a frio. Tudo porque o álcool combustível não tem poder calorífico suficiente para fazer um motor pegar. A solução encontrada foi criar um motor de arranque com um reservatório independente de gasolina. É ele que garante a partida quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 15 graus.

No Ford Fiesta, são comuns relatos de problemas com esse motor de partida a frio. Geralmente, as falhas na partida estão ligadas a problemas na sonda da temperatura do bloco do motor. Trata-se de um componente parecido com uma vela. Se estiver com aspecto sujo e coloração escura, é hora de trocar.

Renault Clio

Aposentado em 2017, o Renault Clio é um dos modelos franceses que fazem os motoristas sofrerem com problemas mecânicos. Como boa parte dos carros da Renault, quem tem um Clio encontra dificuldades para encontrar peças de reposição e mão de obra especializada.

Um outro problema comum no hatch é a sua bomba de ignição. A peça, que comumente apresenta defeitos, chega a queimar em alguns casos. Também é creditada ao Clio a fama de ter um motor fraco, o que representa um problema a mais, considerando o pós venda mal conceituado da montadora.

Ford Ka

Assim como o Fiesta, o Ka equipado com motor Zetec Rocam pode apresentar problemas no tanque de partida a frio. O problema é geralmente percebido na hora de dar a partida e acelerar o carro pela primeira vez. Acontece uma espécie de “embolada” no motor, que falha e morre.

A solução, da mesma forma indicada para o Fiesta, é a troca da sonda da temperatura do bloco do motor. A peça é barata, não chegando a custar mais de R$ 50,00 nas lojas de autopeças.

Cuidados a tomar com carros flex

JAC J3

Se carros de marcas francesas, com toda a tradição que carregam, ainda são vistos com certa de confiança, o que dizer dos chineses, há pouco tempo no mercado brasileiro? Todos os modelos, sem exceção, são alvo de críticas de motoristas, donos do oficinas e mídia especializada. Entre os carros flex que dão mais problemas, os chineses são campeões.

No caso do JAC J3, o principal problema que ele apresenta está relacionado ao seu módulo de injeção eletrônica. Quando passa a funcionar mal, é um componente difícil de calibrar. Geralmente, o contrário acontece em outros modelos, como o próprio Renault Clio. Nele, basta desconectar o cabo que liga o módulo ao motor por cinco minutos, deixar a ventoinha ligar e desligar, e está feito.

Já no JAC, o processo é muito mais difícil e torna da vida dos profissionais de oficinas muito mais complicada. A saída pode ser a troca completa do componente, vendido a cerca de R$ 400,00 em sites como Mercado Livre. 

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