Os carros da Peugeot desvalorizam muito. Mito ou verdade?

Com uma má fama que os acompanha há muito tempo, os carros da Peugeot fazem seus donos passarem aperto na hora de revender. Entenda por quê.

Já não é de hoje que os carros da Peugeot são conhecidos por seu pós venda ruim, com muitos modelos apresentando elevada depreciação. Você pensa em comprar um carro da marca, mas está em dúvida se vale a pena ou não? Acompanhe o artigo e tire suas dúvidas sobre os carros franceses.

Veja também: Os carros da Peugeot são mesmo bons e baratos? 

Carros da Peugeot que mais desvalorizam

Embora o último (e indesejado) ranking dos carros mais desvalorizados tenha na liderança um modelo francês, os carros da Peugeot só vão aparecer na longínqua 26ª posição, em que figura o SUV Peugeot 3008.

De acordo com a Agência Autoinforme, que elabora e divulga o ranking dos carros com maior e menor depreciação, o 3008 desvaloriza 16% em um ano.

Isso significa que, depois de um ano, ao invés dos R$ 118.990 pagos na concessionária, seu belo SUV passará a custar R$ 99.952. Uma diferença de R$ 19.038, uma soma considerável e que daria até para comprar um carro usado relativamente bem equipado.

E olha que o Peugeot 3008 não é um carro ruim, muito pelo contrário. Equipado com câmbio automático de 6 marchas, motor 1.6 turbo com injeção direta e potência notável de 165 cv, o SUV não faz feio se comparado até mesmo com o campeão de vendas da categoria, o Honda HR-V, pelo menos considerando apenas os critérios técnicos.

Isso porque o SUV da Honda só oferece 140 cv de potência num motor 1.8, seu câmbio, também de 6 marchas, é manual e a injeção é multiponto, menos eficiente em termos de potência gerada que a injeção direta do 3008.

E, ao contrário do Peugeot, o HR-V é hoje o carro que menos desvaloriza no Brasil, com apenas 4,5% de depreciação em um ano.

Mas por que, então, tanta diferença?

A principal explicação para a grande desvalorização dos carros da Peugeot (não apenas o 3008, mas modelos como o 206 e 207 são ruins de revenda) é o elevado custo de manutenção. Por isso, não é difícil ver unidades encalhadas nas concessionárias, à espera de um novo dono proprietário.

O problema são só carros franceses?

De forma alguma. Os carros chineses, por exemplo, são disparados os que mais desvalorizam ao longo de um ano. No entanto, pesa a pouca tradição chinesa na indústria automotiva, quesito em que os franceses (e os carros da Peugeot) estão anos luz à frente.

Veja um comparativo entre o Novo Palio e o Peugeot 208

Citroen

Entre as montadoras francesas, a Citroen é imbatível em desvalorização de seus modelos. A começar pelo Citroen C3 Picasso, número 1 na ingrata lista dos campeões de depreciação, com perda de 22,2% do valor em um ano.

O que vem a seguir é uma sucessão de modelos daquela que ficou conhecida como a marca dos carros “incapotáveis”.

Entre os 26 mais desvalorizados, outros 2 modelos são Citroen. São eles o Citroën C4 Lounge, com depreciação de 20,1%, e o Citroën Aircross, que desvaloriza 18,6% em um ano. 
 

Renault

Em 2015, uma pesquisa chamada de Customer Service Index (CSI) StudySM Brasil avaliou o pós venda das montadoras que operam no Brasil. Na primeira posição ficou a Toyota, com 789 pontos de um máximo de 1.000 possíveis. Em segundo lugar, ficou a Hyundai, com 740.

Já nas duas últimas posições, o que de certa forma não chegou a surpreender, ficaram a Renault, com 699 pontos seguida da lanterna Peugeot, que computou 698 pontos no ranking.

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