O antes e depois de carros famosos que mudaram o design

Em que as montadoras erram na hora de repaginar seus carros com design de gosto e funções duvidosas? Eis algumas “mancadas” da indústria automotiva.

O design no mercado automotivo precisa se reinventar constantemente. Não apenas para melhorar a performance dos veículos, mas também em relação ao que comunicam externamente. A aparência não é tudo, mas é decisiva na hora da compra.

Nada mais justo, já que um carro compacto de apelo urbano como o Mobi, por exemplo, pode não ser o que um chefe de família acima de 50 anos precisa. Carros diferentes, necessidades diferentes.

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E quando as atualizações no design não dão certo?

O design serve para transmitir ao motorista a proposta a que o carro se destina. Portanto, acima dos modismos que a indústria persegue como forma de dar novo fôlego às vendas, é necessário preservar certos atributos.

Nada pior do que ver aquele carro com visual harmônico ser literalmente desfigurado por facelifts de gosto duvidoso. Foi o que aconteceu nos modelos que destacamos a seguir. No nosso entendimento, todos eles piorados de alguma maneira, mesmo com as melhores intenções.

Toyota Corolla

O Corolla começou a ser produzido no Brasil em 1998, já na sua oitava geração. Para nosso azar, essa foi justamente a pior de todas as edições do carro mais vendido do mundo, pelo menos esteticamente.

Para um carro de segmento médio como o Corolla, pegou muito mal a inserção de faróis dianteiros redondos. O resultado foi uma verdadeira aberração automotiva, já que deu a uma sedã um estranho aspecto de kei car. A bizarra “inovação” descaracterizou um traço sempre presente no campeão de vendas, que são os faróis mais alongados. Um desastre.

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Ford Ka

Há carros que, de tão surpreendentes, dificultam a vida das montadoras na hora de lançar novas gerações ou fazer facelifts. Foi o caso do Ford Ka, lançado no Brasil em 1997 com o slogan “A Cara do Novo”. Não era para menos, afinal, o Ka era o carro de entrada da Ford. Além disso, divide opiniões: há quem ame, e há quem o odeie. Suas linhas eram desenhadas pelo consagradíssimo estúdio Pininfarina de design automotivo, na versão Street Ka, produzida entre 2002 e 2005.

A dificuldade em continuar um carro com linhas tão arrojadas se fez sentir a partir da terceira geração, em 2012, quando o Ka sucumbiu ao estilo kinect da Ford. Não ficou ruim, mas foi-se para sempre a essência de um carro cujo nome significa “alma”, no antigo idioma egípcio.

Chevrolet Astra

A primeira geração do Astra vendida no Brasil era importada e tinha uma grade dianteira similar à do Vectra. De estética duvidosa, fazia lembrar de certa forma os robôs gigantes dos seriados japoneses, com uma linha metálica que desenhava um “V” ao centro.

Em 1998, o Astra passaria para a segunda geração. Esta sim, com design sob medida para um hatch médio que o tornou um forte concorrente ao VW Golf. Mas veio 2003, e com ele a terceira geração do Astra, que, embora não tivesse linhas ruins, fez dele um carro menor.

Em resumo, o Astra tinha tudo para ser um carro tão emblemático quanto o Golf, mas acabou renunciando à sua identidade em nome do modismo.

Retirado de linha em 2011, foi substituído pelo Chevrolet Sonic, que teve vida curtíssima por aqui, saindo de cena em 2014.

Fiat Uno

Não, não vamos citar o Novo Uno, esta sim, uma verdadeira atualização, embora possa ser discutida à luz do gosto de cada um. Em 2005, depois de décadas mantendo um visual quadrado e sem grandes reestilizações, a Fiat decidiu “ousar” um pouco mais.

A verdade é que, para um carro com evidente apelo popular, o espaço para melhorias fica muito apertado. Diante da necessidade de dar uma resposta ao público, pareceu que a Fiat forçou a barra com o Uno há doze anos.

O resultado foi uma autêntica reciclagem, em que a montadora manteve rigorosamente as linhas de sempre. Modificou apenas o desenhos dos faróis e dos para choques. Ficou esquisito também o aspecto da traseira, em que uma tampa muito lisa deu uma sensação de que faltava alguma coisa.

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Volkswagen Gol

Cotado para sair de linha em 2018 por causa da chegada no Novo Polo, o Gol ganhou sobrevida. Ele permanece nos planos da Volkswagen e está na sexta geração. O compacto foi o carro mais vendido do Brasil por 23 anos, quando perdeu a dianteira para o Palio.

Entre tantas modificações, a quarta geração, lançada em 2005, foi a que ficou marcada como um retrocesso. Se a terceira geração significou um avanço em relação à geração II, por ter design mais turbinado e grande variedade de versões, o mesmo não se poderia dizer sobre a geração IV.

Afinal, nessa passagem a Volkswagen simplesmente “sumiu” com nada menos que 6 versões. Reduziu simplesmente a apenas 3 a gama de modelos disponíveis. Fora isso, o interior do Gol G4 era lastimável, feito com materiais de qualidade duvidosa. Assim, o Gol segue sendo um carro pelado, com opcionais caros e versão de entrada sem nenhum atrativo.

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