3 problemas mais comuns nos carros flex

Saiba como evitar e quais são os problemas mais comuns nos carros flex, boa parte deles causados por combustíveis de má procedência ou a mistura deles.

Os problemas mais comuns nos carros flex, como é de se esperar, estão ligados ao combustível e sua proporção adequada. Na verdade, tais problemas nem sempre se manifestam, uma vez que dependem de fatores externos para acontecer.

Checklist: problemas mais comuns nos carros flex

Se você tem dúvidas sobre que tipo de problemas podem surgir em função do carro ser flex, acompanhe o artigo. Enumeramos os principais defeitos ou falhas comuns em veículos bicombustível. Quem sabe aquele problema insistente não esteja descrito aqui?

Cuidados a tomar com os carros flex

1. Partida difícil em dias frios

O Brasil é um país tropical, onde as temperaturas em geral dificilmente ficam abaixo de 10 graus. Entretanto, em certas regiões, os dias frios podem se tornar um problema.

Se o tanquinho de partida a frio não estiver abastecido com gasolina de boa qualidade, ou o combustível estiver armazenado há muito tempo, haverá dificuldades em ligar o motor.

Para evitar esse tipo de problema, que certamente vai aparecer na pior hora possível, mantenha o tanque de partida sempre abastecido com Gasolina renovada. Esse é um dos problemas comuns nos carros flex. Se fosse só abastecido a Etanol, dar a partida no carro em temperaturas baixas seria uma missão quase impossível.

2. Dificuldade em pegar (mesmo em dias quentes)

Há motoristas que, por conveniência, ou simplesmente por não se preocuparem, abastecem só com Gasolina por algum tempo. Se depois de um tempo abastecendo o carro só com Gasolina você mudar para Etanol, é possível perceber alguma dificuldade ao dar a partida.

Isso acontece porque veículos flex são equipados com um dispositivo chamado mapa de injeção. Esse mapa é um dos responsáveis por determinar o tempo que os bicos injetores deverão ser acionados, em função do combustível detectado.

Quando um único combustível se faz presente por muito tempo, é possível que o mapa faça uma leitura considerando o combustível anterior. Isso pode gerar uma mistura ar/combustível insuficiente para imprimir o torque necessário ao veículo.

Se esse problema se confirmar, um mecânico pode solucionar, com o auxílio de um scanner automotivo. Com esse equipamento, será feita a readaptação ao combustível, eliminando falhas no motor.

3. Motor “acostuma” com um combustível

Todo motor bicombustível opera com um componente chamado de Sonda Lambda. Essa peça funciona como um detector da presença de oxigênio. Ela serve para informar ao módulo injetor o quanto a mistura está rica ou pobre.

Uma vez informado sobre a proporção ar/combustível, o módulo calcula o quanto de combustível pode ser necessário para equilibrar a mistura. Assim, a queima é otimizada, garantindo uma reação completa.

Não haveria problema em usar Etanol e Gasolina, uma vez que o sistema de injeção está preparado para fazer a mistura, independentemente do combustível que entre no tanque. Entretanto, sérios problemas podem ocorrer caso a Gasolina ou o Etanol esteja adulterado. Essa possibilidade, nos postos brasileiros, não chega a ser surpreendente.

Quando o carro é abastecido com Etanol adulterado por muito tempo, pode se formar uma espécie de grude, parecido com melado de Cana de Açúcar. Esse subproduto pode danificar seriamente o sistema de distribuição de combustível.

Com Gasolina de má procedência, o problema é ainda mais grave. Quando adulterada, a Gasolina leva em sua composição compostos químicos pesados que podem corroer de forma irreversível a bomba de combustível, retentores e juntas.

Os carros mais econômicos do Brasil em 2017

Para evitar qualquer um desses terríveis problemas mais comuns nos carros flex, é recomendável alternar combustíveis a cada 4 visitas ao posto. Ou seja, se você prefere Gasolina, encha o tanque quatro vezes, e assim que estiver em ¼, abasteça com Etanol. Depois volte à Gasolina, e repita o procedimento.

Assim, você garante que possíveis adulterações não gerem acúmulo de detritos. Afinal, nunca se sabe se aquele posto aparentemente confiável de um dia para o outro resolveu batizar o combustível.

Na Web

você pode gostar também