3 problemas comuns de carros a álcool

Conheça os problemas comuns de carros a álcool, o que fazer para evitá-los e quando compensa abastecer com álcool ou com gasolina em carros flex.

O álcool, ou etanol, é um combustível tipicamente brasileiro, e que embora tenha suas vantagens, nunca foi unanimidade entre motoristas e mecânicos profissionais. Há quem o defenda, por causa do seu preço mais em conta em relação à Gasolina e por poluir menos. Também há quem o rejeite, justamente pelos problemas comuns de carros a álcool.

Para tirar de vez essas dúvidas, e desvendar quais seriam esses problemas, destacamos os principais ao longo do artigo. Afinal, carros movidos a etanol são problemáticos ou não?

Álcool ou gasolina, que combustível compensa mais?

A partida, um dos problemas comuns de carros a álcool

Para compreendermos melhor a má fama conquistada por carros movidos a álcool, precisamos fazer um exercício de memória. Tudo começou em 1973, quando uma crise mundial de Petróleo fez os países que dependiam das importações do combustível buscarem alternativas para o abastecimento que foi paralisado.

No Brasil, essa tentativa de substituir a gasolina tomou forma com o Proalcool. Lançado em 1975, no governo do General Ernesto Geisel, o programa de incentivo durou exatos 25 anos. Começaria, então, uma pequena revolução na indústria automotiva brasileira, que precisou adaptar os veículos para o novo combustível.

O principal deles decorria em função do baixo poder calorífico do álcool. Como demora mais a aquecer, os motores demoravam a pegar, o que foi resolvido com a instalação de injeção auxiliar a gasolina.

Dos veículos fabricados em série, o primeiro a sair de fábrica totalmente adaptado ao álcool foi o Fiat 147.

O preço em relação à gasolina

Nem só problemas mecânicos os donos de carros movidos a etanol precisam enfrentar. O etanol, embora mais barato no valor do litro, faz menos quilômetros, portanto, precisa ser comprado a preços competitivos.

Em carros flex, o combustível derivado da Cana de Açúcar é consumido mais rapidamente, o que o faz necessariamente render menos. Existe uma conta simples, que diz instantaneamente se vale a pena abastecer com etanol, considerando o preço. Basta dividir o preço da gasolina pelo do etanol. Se o resultado for menor que 0,7, então o melhor é escolher álcool. Por outro lado, caso a conta resulte em valor maior, prefira a gasolina.

Portanto, é importante ficar atento aos reajustes nos preços dos combustíveis. Qualquer alteração pode significar uma escolha, que deve ser feita considerando o preço e o consumo do veículo.

Adulteração no combustível

Assim como a gasolina da má procedência, um dos problemas comuns de carros a álcool é o combustível adulterado. No álcool anidro, adiciona-se água no líquido que é despejado nos tanques dos carros. Como existe uma certa margem de mistura, o veículo até funciona, mas devido à presença de água, a queima não é tão eficiente. O resultado é menos rendimento e potência.

Se em carros modernos, equipados com dispositivos eletrônicos, o álcool adulterado é um sério problema, em modelos antigos a coisa fica pior. A falta de mecanismos que possam ajudar a identificar a presença de combustível de má procedência pode custar caro. Isso porque, quando passam a apresentar falhas, pode ser sinal de que o motor foi mais seriamente comprometido.

Entretanto, não é porque contam com modernas centrais eletrônicas que os carros atuais movidos a álcool estão imunes. Caso uma dessas centrais não consiga detectar qual o combustível está entrando, pode ocorrer uma pane total. Em resumo, a distribuição de combustível trava, até mesmo se for feita a mudança de combustível.

Como saber se um carro é realmente econômico?

Sendo assim, para evitar transtornos e prejuízos maiores, o ideal é seguir a recomendação de sempre. Abastecimento, só com álcool em postos de combustível chancelados pelo Inmetro e nos quais você já tenha conhecimento sobre a qualidade do produto.

Preços muito abaixo do mercado, geralmente, indicam álcool adulterado, embora existam algumas raras exceções. Avalie a reputação do estabelecimento, e, se necessário, pergunte a pessoas conhecidas se elas conhecem o posto sob suspeita.

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